Gil Diniz
Carol Jacob/Alesp
Expulsão de Gil Diniz havia sido anunciada em julho.

O deputado estadual Gil Diniz foi oficialmente expulso do PSL. A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) publicou na manhã desta quarta-feira o comunicado de sua expulsão, que já havia sido anunciada em julho pelo partido.

Braço direito de Eduardo Bolsonaro na Alesp, Gil Diniz se junta agora a Douglas Garcia, cuja expulsão foi formalizada ainda naquela época. Garcia se filiou em seguida ao PTB, partido de Roberto Jefferson. Diniz ainda não informou qual será seu paradeiro.

"(A expulsão) estava encaminhada faz tempo. Tem que perguntar lá na Alesp (por que demorou tanto). Talvez foi algum trâmite na procuradoria. Mas, para fins partidários, ele já estava expulso faz tempo", declarou o presidente estadual da sigla, Júnior Bozzella.

Com isso, o PSL de São Paulo expurga definitivamente os dois principais expoentes da ala bolsonarista na Alesp. A bancada, eleita com 15 deputados, agora tem 13, mas continua sendo a maior da Casa. Em seguida vem o PT, com 10.

A razão oficial pela expulsão, segundo o PSL, é que os parlamentares se envolveram em "atividades políticas contrárias ao regime democrático" e infringiram o estatudo partidário.

Diniz e Garcia são investigados no inquérito das Fake News do Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Eles são apontados como operadores da máquina de disseminação de notícias falsas e ataques virtuais na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), uma espécie de braço paulista do gabinete do ódio.

Sem Diniz e Garcia, a ala bolsonarista do PSL na Assembleia paulista encolhe. Dos defensores do presidente Jair Bolsonaro restam Frederico D'Avila, Castello Branco, Major Mecca, Valéria Bolsonaro e Tenente Nascimento.

Os outros oito integrantes são mais próximos da estrutura partidária do PSL, considerados a ala "bivarista" ou "moderada" — na prática, são so que têm bom diálogo com a executiva estadual, comandada por Bozzela, o senador Major Olimpio e a deputada federal Joice Hasselmann, também candidata à prefeitura de São Paulo. Janaina Paschoal é considerada independente.

Procurado pelo GLOBO, Gil Diniz ainda não se manifestou.

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