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Daniel Marenco/Agência O Globo
Fred Wassef mantém relações com a família Bolsonaro desde 2014

O ex-advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, foi denunciado pela Lava Jato do Rio por peculato e lavagem de dinheiro. Além dele, outras quatro pessoas também foram denunciadas. Todos são acusados de participar de esquema de desvios de recursos na casa de R$ 4,6 milhões das estruturas do Sesc, Senac e da Fecomércio no Rio.

Os procuradores encontraram movimentações suspeitas de recursos supostamente desviados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). A denúncia é um desdobramento da 'operação E$quema S'.

Estão na mira dessa investigação a destinação de mais de R$ 300 milhões a escritórios de advocacia. Na denúncia, a Lava Jato afirma que houve contratações com escopo contratual falso, “pois ou os serviços arrolados não foram prestados ou foram prestados no interesse exclusivo de Orlando Diniz (então presidente da Fecomércio), para, por exemplo, a perseguição de adversários pessoais”.

Além de Frederick Wassef e Orlando Diniz, outras três pessoas foram denunciadas. Os procuradores denunciaram as advogadas Luiza Eluf e Márcia Carina Zampiron também.

Segundo a apuração, o escritório de advocacia de Luiza Eluf foi contratado pela Fecomercio para fazer investigações internas, mas repassou os valores recebidos a Wassef, e os serviços contratados não foram prestados.

Além disso, há suspeitas de que Frederick Wassef tenha atuado no Rio para abrir investigações na polícia do Rio contra desafetos do ex-presidente da Fecomercio, Orlando Diniz, a pedido dele.

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