Praia
Cléber Júnior/Agência O Globo
No feriadão de 7 de setembro, as praias da Zona Sul do Rio ficaram tomadas de banhistas, que não respeitavam as regras de distanciamento

Desde o dia 1º de setembro, a cidade do Rio de Janeiro está na fase de flexibilização 6A, a penúltima prevista pela prefeitura no plano de retomada em função dos impactos da pandemia do novo coronavírus. Mas a próxima, chamada de 6B, já está sendo discutida pelo comitê científico do município. Nesta terça-feira, numa reunião entre os membros desse grupo, foram apresentadas propostas para a reabertura de teatros e cinemas, além do Maracanã, com restrição de público para todos os casos.

De acordo com o médico Flávio Sá Ribeiro, professor da Uerj e integrante do comitê científico da Prefeitura do Rio, a autorização dessas atividades vai marcar o início da fase 6B da reabertura, a última etapa do plano de flexibilização antes do chamado período conservador, durante o qual a população ainda deverá respeitar algumas medidas sanitárias.

"No caso do teatro e do cinema, é mais fácil resolver a questão da aglomeração , porque é possível disciplinar isso com tranquilidade. Desenvolveram um programa que permite que isso seja feito já no momento da reserva do assento. Ele mesmo distribui as pessoas pelo cinema, sem risco de aglomeração", explica Ribeiro.

Até lá, no entanto, outras medidas podem ser tomadas. E há a possibilidade de a prefeitura recuar em algumas decisões.

Após um feriadão com praias lotadas e aglomerações em pontos turísticos, a Prefeitura do Rio estuda o que fazer para evitar o desrespeito às regras do plano de flexibilização. Numa reunião do comitê científico do município, na manhça desta terça-feira, médicos discutiram a possibilidade de restringir o estacionamento na orla e reduzir o horário de funcionamento de bares. O prefeito Marcelo Crivella, no entanto, ainda não bateu o martelo sobre as medidas, que serão apresentadas ao governador interino, Cláudio Castro, antes de serem anunciadas oficialmente.

De acordo com o médico Sylvio Provenzano, que é chefe do serviço de clínica médica do Hospital Federal dos Servidores e membro do comitê científico da prefeitura, a intenção de Crivella é unir forças com o governo do estado para evitar a repetição de cenas como as que foram flagradas no feriadão da Independência.

"Discutimos muito sobre os problemas amplamente noticiados de aglomerações nas praias e nos próprios bares. Enfatizamos a nossa preocupação em relação a isso, e o prefeito concordou com a importância de a gente conscientizar a população. Algumas medidas foram pensadas, e ele disse que iria conversar com o governador no sentido de tentar chegar a um acordo com una forças para tentar conter esses absurdos que todos viram e, obviamente, ninguém concorda. Estamos com um número de casos menor de Covid-19, mas a doença não foi embora", afirma.

Segundo Provenzano, durante a reunião, foi avaliada a possibilidade de punir os bares que não cumpriram as regras estabelecidas pela prefeitura : "está sendo estudada a redução do horário de funcionamento de alguns bares, principalmente os que demonstraram maior aglomeração. Também foi sugerido impedir o estacionamento duplo na orla marítima".

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