Roberto Caldas, ex- presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
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Roberto Caldas, ex- presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Roberto Caldas , ex-presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), foi condenado nesta terça-feira (1º) pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por agressão à ex-mulher Michella Marys.

Na sentença, a juíza Jorgina de Oliveira estabeleceu pena de detenção de 5 meses e 13 dias, que podem ser convertidos em prestação de serviços à comunidade. A magistrada concedeu ao réu o direito de recorrer da decisão em liberdade.

Na condenação, a juíza entendeu que Roberto Caldas cometeu os crimes de vias de fato, ameaça e tentativa de constrangimento ilegal contra a ex-mulher

Caldas foi denunciado por Michella Marys em 2018. Ela chegou a gravar áudios das discussões do casal.

As repercussões do caso fizeram com que o ex-juiz chegasse a ser afastado da Corte e do escritório de advocacia em que atuava. Depois, Caldas renunciou ao cargo na Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Após a sentença, nesta terça, Michella Marys usou as redes sociais para dizer que que vê esperança para as mulheres vítimas de violência doméstica .

“Não comemoro a condenação do pai dos meus filhos. Por outro lado, vejo esperança para todas as mulheres que, como eu fui, foram/são vítimas de violência doméstica”, escreveu.

Michella Marys diz ter sido submetida a humilhações e agressões durante 13 anos. “O processo foi lento e me vi sozinha, em situação difícil, sem credibilidade, enfrentando alguém muito poderoso, com amigos e parceiros na política, na imprensa, na alta sociedade e no Judiciário. Fui acusada injustamente de ser mentirosa e ardilosa e muitas fakes news foram plantadas revivendo toda a violência a cada humilhação”.

“O meu único desejo é que essa condenação sirva de exemplo para que a violência contra a mulher tenha fim em nosso país”, finalizou.

O GLOBO tenta contato coma defesa de Roberto Caldas.

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