Despejo no Acampamento Quilombo Campo Grande
Reprodução/Twitter
Despejo no Acampamento Quilombo Campo Grande havia sido adiado pelo governador Romeu Zema (Novo).

Na madrugada da última quarta-feira (12), a polícia de Minas Gerais começou uma ação de despejo em um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) que abriga mais de 400 famílias.

A ação foi retomada na manhã desta quinta-feira (13), mesmo após o governador do estado, Romeu Zema (Novo) ter anunciado a suspensão do despejo. O despejo acontece no acampamento Quilombo Campo Grande.

No começo desta quinta, as autoridades destruíram a sede da Escola Popular Eduardo Galeano, que ficava dentro da área do acampamento. No local também seria construído um polo de conhecimento e tecnologia em agroecologia.

Segundo dados fornecidos pelo MST, mais de 200 policiais fortemente equipados estariam participando da ação.  Há relatos de truculência policial durante a abordagem. O movimento entrou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a ordem de despejo, classificada pela entidade como "ilegal".

Manifestação contra despejos

Horas após a ação no acampamento Quilombo Campo Grande, o MTST organizou uma manifestação contra o despejo durante a pandemia de Covid-19. O ato foi realizado em frente à estação São Paulo-Morumbi do metrô.

No evento, os manifestantes exigiam o fim de ações de despejo enquanto os estragos da pandemia fossem sentidos. Segundo nota do MTST, mais de 4 mil ações do gênero foram executadas entre os dias 20 de março e 20 de maio. Confira fotos do ato: 



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