Banhistas foram para as praias no Rio
Reprodução/Globonews
Banhistas foram para as praias no Rio

Os cariocas aproveitaram mais um domingo de sol para curtir as praias da Zona Sul do Rio de Janeiro . Apesar de mais vazias do que no sábado, as areias e calçadões foram novamente palco de irregularidades, uma vez que a falta de fiscalização deixou banhistas e vendedores à vontade pra desrespeitar as regras sanitárias estabelecidas pela prefeitura. As praias do Leme e do Arpoador eram onde se concentravam maior número de banhistas.

Apesar de permitidas somente nos dias de semana, muitos praticavam esportes coletivos, como vôlei, futevôlei e altinha sem serem incomodados. Outras pessoas estenderam suas cangas na areia — o que também ainda não está permitido — em meio a ambulantes vendendo bebidas alcoólicas e alimentos como camarão, milho e queijo coalho, quando somente produtos industrializados estão autorizados a serem comercializados.

Pessoas sem máscara ou a utilizando de forma inapropriada eram praticamente unanimidade nas faixa de areia do Leme até Ipanema, cena que se repetiu no calçadão. Um dos "desmascarados" era o designer de interiores Cláudio Jone, que, por volta de 11h30, estava com sua mulher e filho — também sem máscaras — na mureta do Leme, onde outras famílias se aglomeravam.

Os quiosques situados atrás da mureta não respeitavam o distanciamento social, permitindo que mesas de diferentes clientes ficassem próximas umas das outras. Ainda assim, Jone se justificou dizendo que "por estar num lugar aberto, o risco é bem pequeno".

"Viemos só dar uma volta para ver o dia e o mar, que estão muito bonitos. Daqui, vamos direto para casa almoçar e comemorar o Dia dos Pais", minimizou o morador de Copacabana. "Voltamos a tentar levar uma vida normal só de duas semanas para cá. Antes, era o tempo todo dentro de casa", disse.

A venda de drinks e cervejas, o que também ainda não foi liberado pela prefeitura, ocorriam normalmente nas praias do Leme, Arpoador e Ipanema. Em Copacabana, as mesmas irregularidades aconteciam de forma menos frequente.

Em Ipanema, na altura do posto 9, amigos jogavam futevolêi. Eles alegaram que não sabiam que a atividade estava permitida apenas nos dias de semana.

"Estivemos aqui jogando na última terça-feira e marcamos de vir hoje de novo. Ninguém aqui estava sabendo que a proibição permanecia nos fins de semana. Na verdade, acho que isso nem faz muito sentido", alegou um dos amigos, que preferiu manter o anonimato. Ele contou que nenhum deles foi incomodado por agentes da Guarda Municipal enquanto estevam jogando.

A menos de dois quilômetros dali, o Arpoador foi outro ponto de grande aglomeração. Lá, amigos jogavam altinha e tomavam banho de sol em suas cangas. Pedro Carlos, Leonardo Mathias e Eugênio Rocha vieram da Penha para se divertir na praia. Todos estavam sem máscara.

"De um mês para cá, a gente vem quase todo fim de semana", contou Pedro Carlos, que disse não sentir preocupação em ser contaminado pelo novo coronavírus.

Fiscalização

Nos pontos mais cheios, como o Arpoador e o Leme, não foi encontrado nenhum agente da Guarda Municipal circulando. Apenas as viaturas policiais que ficam de forma fixa nesses locais foram avistadas.

O único trecho onde homens da Guarda foram encontrados foi na altura do posto 5 de Copacabana, que estava relativamente vazio.

A reportagem ainda aguarda a resposta da prefeitura a respeito da falta de fiscalização e do balanço de multas aplicadas neste fim de semana nas praias da cidade.

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