32% das pessoas preferem o trajeto a pé para evitar infecção pelo novo coronavírus
Roberto Casimiro/Fotoarena/Agência O Globo
32% das pessoas preferem o trajeto a pé para evitar infecção pelo novo coronavírus

Na capital paulista , 32% das pessoas dão preferência aos trajetos a pé para se proteger da Covid-19, de acordo com a pesquisa "Viver em São Paulo: Especial Pandemia, feito pela Rede Nossa São Paulo e divulgado nessa quinta-feira (6).

Segundo a pesquisa, 25% das pessoas disseram preferir o transporte individual, como o carro ou moto. Outros 25% dizem se preocupar em fugir dos horários de pico

A pesquisa foi feita por meio de entrevistas online, entre os dias 20 e 28 de julho, com entrevistados maiores de 16 anos, das classe A, B e C, todos moradores da capital. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Os entrevistados também foram perguntados sobre o futuro; 41% disseram que pretendem se deslocar mais a pé. Outros 19% afirmaram que querem usar mais o carro. Em seguida está a preferência pela bicicleta, 17%. Outros 14% preferem táxi ou carro de aplicativo. Quanto ao transporte coletivo, 30% responderam que desejam usar menos os ônibus quando acabar a pandemia, e 27% querem diminuir o uso de trem e metrô.

O levantamento mostra que muita gente segue dividida e receosa em usar o transporte público, embora a prefeitura garanta que o transporte é confiável e tem tido higienização reforçada, além da obrigatoriedade do uso de máscaras.

Sobre as medidas tomadas pela prefeitura, quase metade respondeu que a frota de ônibus deveria ser aumentada —  atualmente, a capital tem 85% da frota funcionando. A justificativa da prefeitura para a redução é a diminuição da demanda devido à pandemia.

Isolamento social foi abandonado por 32% dos entrevistados

A retomada de grande parte dos serviços, como o comércio, restaurantes, bares, academias e salões de beleza tirou muita gente da quarentena. Dos entrevistados, 32% disseram que deixaram de praticar o isolamento social nas últimas semanas.

Dos 68% que dizem sair apenas para as atividades essenciais, 42% afirmaram que não confiam nos dados oficiais e sentem medo de sair. Outros 32% declararam fazer parte de grupos de risco e outros 20% disseram já estar adaptado ao trabalho remoto.

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