Justiça militar condenou 19 militares e outros civis.
Cb Estevam/CComSEx/ Imagem ilustrativa
Justiça militar condenou 19 militares e outros civis.

Fraudes na compra de alimentos em unidades do Exército do Amazonas foram o argumento utilizado pela Justiça Militar para condenar um grupo de 19 militares, entre os quais estão 11 oficiais, além de outros sete civis. Um empresário chegou a contratar prostitutas e promover festa em um motel localizado em Manaus para dois capitães com importantes papéis no esquema de fraude.

No momento, respondem na ação penal dois coronéis, um tenente-coronel, um tenente, um subtenente, um major e cinco capitães, além de oito militares de baixa patente e empresários. Todos podem recorrer em liberdade e as penas chegam a 16 anos.

A maior parte dos investigados negou ter qualquer tipo de envolvimento nas irregularidades e usaram como argumento a inexistência de provas ou a ilicitude das provas coletadas, como uma interceptação telefônica.

A investigação integra a Operação Saúva, da Polícia Federal que começou em agosto de 2006.

“Comprovou-se o vínculo pessoal entre empresários e militares , acerto prévio quanto ao pagamento de vantagem indevida, manipulação de licitações, e, ainda, sobrepreço dos itens licitados pelo batalhão”, afirmou o relatório do juiz Alexandre Quintas, responsável pelo caso, segundo a Folha de São Paulo.

No 12º Batalhão de Suprimentos da capital amazonense um grupo de empresários fornecia produtos de baixa qualidade ou em qualidade inferior ao que constava nos contratos, após pagarem propina aos militares.

Os danos causados aos cofres públicos entre 2003 e 2005 somam R$ 956 mil, em valores corrigidos pela inflação.

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