Empresa envolvida na suposta fraude pode ter lucrado cerca de R$ 500 mil.
Agência Brasil
Empresa envolvida na suposta fraude pode ter lucrado cerca de R$ 500 mil.

O Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil realizaram, na manhã desta sexta-feira (17), uma operação para investigar documentos a fim de verificar possíveis fraudes na compra e locação de equipamentos de UTI para pacientes com Covid-19 em Bertioga , no litoral de São Paulo.

Foram cumpridos 12 mandatos de busca e apreensão em duas residências do secretário de saúde Valter de Almeida e na sede da Secretaria Municipal de Saúde. As equipes estão analisando os contratos e ainda não sabem quem são os responsáveis pelas possíveis irregularidades.

De acordo com o GAECO, são investigadas irregularidades nos contratos que se referem tanto ao preço dos equipamentos quanto pela data de validade vencida. A empresa responsável pela locação pode ter lucrado cerca de R$ 500 mil.

As equipes encontraram diversos documentos com indícios de fraude na Secretaria de Saúde e darão continuidade às investigações. Nas residências do secretário Valter de Almeida, nada foi encontrado.

"Verificamos que alguns equipamentos disponibilizados para UTI estavam vencidos e, de acordo com o fabricante, deveriam ter sido recolhidos para descarte há muito tempo. Precisamos ver se, de fato, esses equipamentos vieram para Bertioga e o motivo", explicou a promotoria.

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