homem de terno e gravata
Daniel Marenco/Agência O Globo
Fred Wassef mantém relações com a família Bolsonaro desde 2014

O ex-advogado de Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, nos holofotes desde a prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz dentro de um dos imóveis dele , na cidade de Atibaia (SP), afirmou em entrevista veiculada no jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (13) que acolheu o investigado em uma ação de bondade por causa do câncer dele . Wassef garantiu que Jair Bolsonaro não sabia do paradeiro de Queiroz e negou ser um “homem-bomba” para a família.

Wassef afirmou que lutou com quatro cânceres ao longo de 10 anos da vida, “vendo a morte” de perto. Essa teria sido a motivação para abrir as portas ao ex-assessor de Flávio. Ele considerou, porém, Queiroz pouco cuidadoso ao enviar fotos de festa na casa pelo WhatsApp e ao convidar pessoas ao local, já que ele estava “em busca de paz, privacidade, para cuidar da saúde”.

Questionado sobre o porquê da família Bolsonaro não ter abrigado Fabrício Queiroz já que o ex-policial não era procurado, Wassef afirmou que a decisão da família foi de manter distância do policial aposentado até as investigações serem concluídas. “Vamos esperar isso ser apurado. Quando resolver, se volta a falar”, afirmou.

Ao garantir que nenhum dos familiares do presidente sabia do paradeiro do ex-assessor, Wassef disse que manteve o segredo para preservar a vida de Queiroz, tentando divulgar para o menor número de pessoas possível o paradeiro dele.

O papel de “homem bomba” para a família Bolsonaro é visto com aversão pelo advogado, que, durante a entrevista à Folha, jurou amor ao presidente e pontuou: “e eu pudesse falar tudo que sei dele, da nossa relação dos últimos seis anos, sabe qual seria a consequência? Bolsonaro eleito em primeiro turno em 2022.”

Poucas semanas após ser preso, Queiroz foi  enviado para prisão domiciliar junto com a esposa, Márcia Aguiar, que estava foragida da polícia.


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