helena witzel e wilson witzel
Domingos Peixoto / Agência O Globo
Helena Witzel ao lado do marido, governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro

A morte da avó da primeira-dama do Rio, Helena Wiztel , adiou o depoimento que ela daria amanhã a representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), sobre um suposto esquema de superfaturamento de compras do governo fluminense para o combate à pandemia do coronavírus no Estado.

De acordo com a defesa, nova data ainda não foi acertada. Helena, segundo os advogados, se valerá do direito constitucional de ficar calada caso não tenha acesso prévio ao resultado da busca e apreensão feita há um mês em seus endereços.

Helena Witzel é investigada após ter recebido, como advogada, honorários por serviços prestados a empresários suspeitos de desvio de verbas da saúde durante a pandemia do coronavírus O depoimento, na sede do Ministério Público Federal (MPF) no Rio, será conduzido por procuradores da República da força-tarefa da Lava-Jato, designados pela PGR, e por delegados do Serviço de Inquéritos da PF, de Brasília.

Fontes da PF informaram ontem que Wiztel arguiu as prerrogativas de governador para depor em local escolhido por ele, e não na sede do MPF.

No pedido de busca e apreensão contra o governador e a primeira-dama, a PGR alegou que, desde agosto do ano passado Helena recebia R$ 15 mil mensais a título de honorários advocatícios, em um contrato de R$ 540 mil por três anos de serviços com a empresa DPAD Serviços Diagnósticos ltda. Alessandro de Araújo Duarte, um dos sócios da empresa, é apontado como operador do empresário Mário Peixoto, acusado de comandar o esquema de desvio dos recursos fluminenses.

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