cloroquina
Reprodução/Repórter Brasil
Segundo ministro da Defesa, matéria prima para produção do medicamento é importada, implicando na variação do preço

O Laboratório do Exército Brasileiro tem cerca de 1,85 milhão de comprimidos de cloroquina em estoque e não planeja ampliar sua produção. O medicamento não tem eficácia comprovada contra a Covid-19 e seus testes foram interrompidos pela Organização Mundial da Saúde, que considerou que seus benefícios não vencem os riscos ao paciente.

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O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, afirmou que o Exército Brasileiro deverá retomar a produção dos comprimidos de cloroquina se houver um pedido do Ministério da Saúde. A matéria prima para a produção foi adquirida após um pedido do presidente Jair Bolsonaro. Há a suspeita de superfaturamento do produto, já que o preço do quilo subiu de R$ 488 para R$ 1,3 mil entre março e maio.

Segundo Azevedo, os insumos para a fabricação dos comprimidos de cloroquina são importados. O medicamento, portanto, sofre com a variação internacional. Em maio, o Ministério da Saúde lançou um protocolo para o uso do medicamento, que é recomendado pelo ministro interino, Eduardo Pazuello, desde os primeiros sintomas.

Infectologistas não recomendam o medicamento

Segundo pesquisas, os medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina causam arritmia e alterações na condução de estímulos no coração. Neste caso, há a piora de doenças cardíacas. O médico Dr. Felipe Bueno afirmou à reportagem do Último Segundo que a recomendação do uso da cloroquina poderá causar pressão de paciente sobre médico.

“A população vai literalmente pedir o remédio. Muitas vezes, até exigir”, afirmou o Dr. Bueno, que ressalta que infectologistas, imunologistas e intensivistas não recomendam o uso dos medicamentos. 

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