prefeito bruno covas
Roberto Casimiro/Fotoarena/Agência O Globo
Em transmissão ao vivo, Covas afirma que lucro em bares e restaurantes caiu 25% a 30% em pandemia


Apesar de o estado de São Paulo ainda não ter anunciado o avanço à fase amarela do Plano de Reabertura, a Associação Brasileira de Bares e Restaurante (Abrasil) encaminhou hoje (25) um protocolo sanitário ao órgão estabelecendo medidas de segurança para o retorno do atendimento presencial. Estado segue liderando com  alta incidência da Covid-19 no Brasil.


Apesar de estar prevista para amanhã a atualização da fase de reabertura do estado de São Paulo, o prefeito da capital , Bruno Covas (PSDB), sinalizou que a fase amarela pode ser uma realidade. Caso aconteça, os estabelecimentos poderão voltar a abrir por 6 horas.

Atualmente, a capital paulista está na Fase 2, laranja, e restaurantes e bares só podem operar em sistema delivery. Bares e restaurantes estão há três meses de portas fechadas.

A Abrasil informa que, desde que as medidas de combate ao novo coronavírus estão em vigor, aproximadamente 70% dos restaurantes estão trabalhando com serviços de entrega na cidade. Associação espera que reabertura seja uma realidade já no próximo fim de semana.

Segundo pronunciamento de Covas, feito em transmissão online por um banco, o rendimento dos estabelecimentos podem ter caído de 25% a 30%. “Sabemos a dificuldade desse setor. Mas a perspectiva é que eles voltem à atividade com essa reclassificação na sexta, obedecendo protocolos assinados com a prefeitura”, afirmou.

O prefeito da capital lembrou, ainda, que bares só poderão abrir após a assinatura do protocolo sanitário.

Protocolo de reabertura

Mesmo que a reabertura de bares e restaurantes seja liberada em São Paulo, a Abrasil preparou um protocolo para a Prefeitura de São Paulo com medidas de segurança que devem ser cumpridas pelos estabelecimentos. Confira:

  • Capacidade deve ser reduzida para 40% de frequentadores;
  • Cadeiras devem ser posicionadas com um metro de distância, enquanto mesas devem ficar a dois metros;
  • Temperatura de frequentadores devem ser medidas na entrada;
  • Funcionários devem usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a higienização do espaço deve ser reforçada;
  • Álcool em gel precisa ser disponibilizado para clientes e funcionários;
  • Fila deve ter marcação de um metro de distância em restaurantes self-service.

Posicionamento da prefeitura

Apesar da fala de Covas, a Prefeitura emitiu nota em que as medidas propostas estão sob análise e serão aplicadas no momento certo de reabertura dos estabelecimentos. O órgão lembrou que a cidade ainda está na Fase Laranja e que bares e restaurantes precisam permanecer fechados.

Ainda segundo a nota, a Prefeitura volta a afirmar que a abertura só será possível na fase amarela, de maneira estabelecida no Plano São Paulo do governo estadual.

"A partir de reclassificação da cidade de São Paulo pelo Governo do Estado para a fase amarela, quando ocorrer, os protocolos para os novos setores liberados serão analisados cuidadosamente pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), da Secretaria Municipal de Saúde, como ocorreu nas liberações da fase laranja. Da mesma forma, haverá divulgação e publicação em Diário Oficial das liberações, quando chegar o momento”, diz o documento.

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