manifestação
Van Campos/TheNews2/Agência O Globo
Manifestação na Avenida Paulista uniu grupos distintos

O secretário de segurança pública do estado de São Paulo, General João Camilo Pires de Campos, aproveitou a coletiva de imprensa para atualizações sobre o Covid-19 para um posicionamento sobre as manifestações que ocorreram no domingo (31), na avenida paulista . Na ocasião, a capital foi palco de duas manifestações antagônicas: uma liderada por grupos antifascistas e outra de apoio ao presidente Bolsonaro.

A junção dos dois grupos no mesmo local e horário causou conflitos no local e gerou críticas direcionadas à ação da Polícia Militar, que utilizou a força em vários momentos. Sobre a postura da corporação, o secretário afirmou que "o sistema de segurança pública não tem lado. O lado do sistema de segurança pública é o lado da ordem, da lei", reforçando que "a PM evitou ontem um conflito que poderia ter consequências indesejáveis".

Ainda segundo o profissional de segurança, "os confrontos deixaram duas pessoas com ferimentos leves, um deles foi assaltado por um grupo de skinheads, um fotógrafo levado à Santa Casa e outro com um ferimento no pé (...) houve provocações, houve agressões e acabou desandando naquilo que nós vimos", disse.

O general, assim como o govrnador João Doria, voltou a destacar que as medidas serão mais rígidas para garantir que dois grupos não protestem ao mesmo tempo, reforçando que "a Polícia Militar de São Paulo é a melhor Polícia Militar do Brasil e está preparada para garantir o direito [de protestar] e manter a segurança das pessoas", afirma.

General reconhece erro em procedimento

Duante a coletiva, o general foi questionado sobre uma possível diferença de tratamento entre os dois grupos, ilustrada pelo momento em que uma manifestante identificada como pró-Bolsonaro - que portava um taco de baseball - foi escoltada pela polícia para fora de uma discussão. Apesar de ser utilizado como ameaça ao grupo rival, porém, o taco não foi apreendido. Sobre a abordagem, o secretário afirmou que "a atitude do policial merece um elogio. Ele a retirou de uma discussão somente com o diálogo, ou seja: o emprego progressivo da força".

Leia mais: Estamos sofrendo a maior agressão à democracia desde a ditadura, diz Doria

Apesar disso, o profissional de segurança reconhece que o policial errou ao não confiscar o objeto, facilmente utilizado como arma: "o taco, assim com um panela, por exemplo, dependendo das circunstâncias pode ser uma arma. Esse taco deveria ter sido retirado. Aí sim, vamos reorientá-lo", reconheceu.

Governador afirma que não permitirá duas manifestações ao mesmo tempo

Ao comentar os confrontos ocorridos no domingo (31), o governador de São Paulo, João Doria, foi enfático ao afirmar que o estado não permitirá novamente a ocorrência de duas manifestações no mesmo local e horário. "A orientação dada ao general Campos e à secretaria de segurança como um todo é impedir que ocorram duas manifestações no mesmo dia".

De acordo com o governador, "o confronto pessoal não atende à democracia e nem dará voz aos que são contra ou à favor do governo Bolsonaro", destacando que "Isso só interessa àqueles que querem intervenção militar no pais e isso nós não queremos e não vamos admitir".


    Veja Também

      Mostrar mais