Departamento penitenciário admite motins motivados pela restrição das visitas e se adianta para comprar armamentos de contenção
Agência Brasil
Departamento penitenciário admite motins motivados pela restrição das visitas e se adianta para comprar armamentos de contenção

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) prevê rebeliões motivadas pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e já se prepara para gastar R$ 20 milhões em armamentos não letais (granadas, munições e esprays) para conter os amotinados.

Em despacho interno, o diretor de políticas penitenciárias do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sandro Abel Sousa Barradas, diz que a compra se justifica para evitar tumultos e motins nos presídios.

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As visitas estão restritas em todos os estados, devido à pandemia. Segundo o diretor, essa medida, somada à falta de informação e contato com os familiares, "aumenta a tensão em ambiente que já é carregado e estressante".

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"Em todos os estados houve restrição de visitas, o que certamente eleva a temperatura, e rebeliões são uma questão de tempo e do desenrolar da pandemia instalada", declara.

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