Na última terça-feira (26), foram registradas 1.029 mortes pelo novo coronavírus (Sars-coV-2) no Brasil, consolidando o País como maior foco de óbitos diários do mundo, superando até os Estado Unidos.

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São Paulo, epicentro da pandemia de Covid-19 no Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo, epicentro da pandemia de Covid-19 no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde , o Brasil já acumula 24.512 mortes desde o início da pandemia de Covid-19 e chegou à marca negativa de 391 mil infecções - 16.324 em apenas um dia.

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Até a última terça-feira (26), era 1,6 milhão de casos nos EUA, com 98,2 mil mortes. Nesse meio tempo foram 592 novos óbitos nos EUA. Enquanto os números começam a cair por lá, por aqui a expectativa é de alta. 

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O aumento em dados diários de óbitos no Brasil ocorre em um contexto no qual a América do Sul é considerada novo epicentro da pandemia . Na opinião de Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (USP), o País atingiu esse patamar por causa do fracasso no distanciamento social e da falta de testes para identificar os infectados.

"Não foi estruturada uma rede de testagem para detectar e isolar os sintomáticos [da Covid-19 ], persistindo a infecção intra e extra domiciliar", disse ao Uol . Em seguida, ele completa. "Três meses depois de decretada a emergência nacional, ainda é improvisada e insuficiente a rede de terapia intensiva e de suporte a casos graves".  

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Em meio à situação, um estudo do Instituto para Métricas de Saúde e Avaliação (IHME, em inglês), aponta que o número de óbitos por Covid-19 no Brasil pode ultrapassar a marca dos 125 mil em agosto caso medidas não sejam tomadas.

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