Em coletiva nesta quarta-feira (20) realizada no Palácio dos Bandeirantes, o governador João Doria (PSDB) afirmou que, apesar do novo protocolo que amplia a possibilidade do uso da cloroquina para pacientes com sintomas leves do novo coronavírus (Sars-Cov-2), em São Paulo o medicamento não será distribuido e receitado de forma indiscriminada "porque a ciência não recomenda ."

Governador disse que indicações médicas continuarão respeitando o que diz a ciência
Governo de São Paulo / Divulgação
Doria

"A ciência não orienta este procedimento e, em São Paulo, nós seguimos o que a ciência determina", declarou o governador.

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O secretário estadual da saúde, Dr. José Henrique Germann, disse que o novo decreto que foi publicado não é diferente do que estava em vigor, já que determina que a prescrição seja feito por médico. 

"É uma indicação do médico com o consentimento do paciente. Isto havendo, a cloroquina pode ser utilizada, senão não é um medicamento que você distribui sem prescrição. Não é assim", disse. 

Novo protocolo 

O Ministério da Saúde divulgou hoje (20) o novo protocolo para aplicação da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes em todos os casos, inclusive os com sintomas leves , para tratamento da Covid-19. O protocolo inclui o uso em conjunto com a azitromicina, e é uma orientação para a rede pública de saúde.

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O uso do medicamento é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apesar de pesquisas não comprovarem a eficácia da droga. Algumas sociedades médicas do Brasil recomendam que a droga não seja utilizada e até a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) reforçou ontem que desaconselha seu uso.

Após a decisão do governo brasileiro, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que, "nesse momento, a cloroquina e a hidroxicloroquina não foram identificadas como eficazes para o tratamento da covid-19", mas que que "cada nação é soberana" caso queiram receitar a droga.

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