Primeira indígena infectada com Covid-19
Arquivo pessoal
Primeira indígena infectada com Covid-19

De acordo com a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), os casos de infecção pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) entre indígenas subiram de 16 para 277 em um período de 30 dias -- um aumento de mais de 1000%.

O número de mortes também aumentou, de três para 19; destas, 10 são do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena, em Alto Rio Solimões, no Amazonas. Outros estados com vítimas fatais são: Pernambuco, Pará, Tocantins e Roraima

Entre os indígenas atendidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, pelos DSEI, também foram contabilizados 163 curados, 388 casos descartados e 133 suspeitos.

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Todas as informações dos boletins da Sesai são repassadas pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, com informações apenas dos indígenas atendidos pelos 34 DSEIs do país.


Quilombolas


O avanço da Covid-19 entre quilombolas também preocupa, principalmente devido ao alto índice de letalide registrado até aqui. São ao menos 21 mortes registradas entre descendentes de escravos que vivem nessas comunidades tradicionais e 128 casos confirmados 16,4% (No Brasil, a taxa de letalidade do coronavírus está em 5,2% segundo o Ministério da Saúde).

Crianças quilombolas
Guilherme Lara Campos/ Fotoarena
Crianças quilombolas

A população de quilombolas está distribuída em 2.847 comunidades reconhecidas (e, ao menos, outras 1500 não oficiais), distribuídas em 24 estados. Não há um esforço governamental suficiente para proteger a população, que comemorou nesta terça (13) 132 anos da abolição da escravidão no Brasil.

Os dados fazem parte de um boletim epidemiológico recém-divulgado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

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A entidade acredita que seja grande a subnotificação, já que existe dificuldade para entrar em contato com as comunidades e para testar pacientes nas locais mais isolados. “O acesso a exames tem sido negado, segundo relatos que chegam de quilombos”, informa a entidade, em nota.

“Até o momento, aproximadamente a cada dois dias tem ocorrido um óbito pela Covid-19 entre quilombolas”, informou a Conaq, que disse, ainda, que a maioria dos quilombos não possui sistema de saúde estruturado e nem sequer saneamento básico, o que contribui para o alto índice de mortalidade.

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