Agência Brasil

homem de terno e gravata
Roberta Guimarães / Assembleia Legislativa de Pernambuco
Carlos Henrique Oliveira

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, nomeou o delegado Carlos Henrique Oliveira como novo diretor-executivo da Polícia Federal (PF), cargo considerado o número dois da corporação, abaixo do diretor-geral. Oliveira ocupava o cargo de superintendente da PF no Rio de Janeiro.

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A diretoria-executiva era ocupada pelo delegado Disney Rosseti, exonerado nesta quarta-feira (13) do cargo e cedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mendonça também mudou o diretor de Inteligência Policial da PF. Sai o delegado Cláudio Ferreira Gomes e entra o delegado Alexandre da Silveira Isbarrola.

Todas as portarias com as mudanças foram publicadas nesta quarta no Diário Oficial da União . As mudanças na Polícia Federal, em especial na Superintendência do Rio de Janeiro, estão no centro das acusações do ex-ministro Sergio Moro de que haveria interesse em interferir politicamente nas investigações da corporação.

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Ao deixar o governo, Moro afirmou que a exoneração do então diretor-geral da PF Maurício Valeixo pelo presidente Jair Bolsonaro configurava interferência na corporação. O presidente nega. Após a saída de Valeixo, Bolsonaro nomeou o delegado Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para chefiar a PF, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a nomeação, com base nas acusações do ex-ministro Moro. Então, Bolsonaro acabou nomeando o delegado Rolando Alexandre de Souza, que trabalhava na Abin com Ramagem, para o cargo de diretor-geral da PF.

Está previsto para esta quarta o depoimento à PF de Carlos Henrique Oliveira para falar sobre as acusações de Sergio Moro.

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