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Agência Brasil/Rovena Rosa
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O estado de São Paulo e a capital paulista bateram um recorde negativo de isolamento social neste sábado (9). A taxa de adesão à quarentena ontem foi de 50%, o menor patamar registrado para um fim de semana em quase dois meses de distanciamento social no estado.

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Desde 23 de março, quando a quarentena começou a vigorar, o índice mais baixo de isolamento para um sábado ou domingo no estado havia sido de 52% duas semanas atrás. Nos dias úteis a situação é ainda pior, com taxas batendo a marca de 46%.

Maior estado do país e também centro da pandemia do novo coronavírus, São Paulo tem repetido diariamente um afrouxamento por parte da população das medidas de distanciamento social, apesar dos apelos das autoridade políticas e sanitárias. O índice recomendado é de, pelo menos, 50%, sendo o ideal em torno e 70% para conseguir reduzir a velocidade de transmissão do vírus.

Nesta segunda-feira (11), a capital paulista amanhecerá sob as regras de circulação mais restritivas já decretadas desde o início da epidemia. A prefeitura restabeleceu o rodízio de veículos na cidade num modelo que pretende tirar das ruas 50% da frota diariamente. Carros com final de placa par podem circular somente em dias pares e carros com final de placa ímpar, em dias ímpares. A prefeitura diz que vai multar os motoristas que desrespeitarem a restrição veicular.

As taxas de isolamento também fizeram o governador João Doria anunciar na sexta-feira (9) a prorrogação da quarentena em todo o estado até 31 de maio . A maior preocupação neste momento é com um colapso dos hospitais. Na região metropolitana de São Paulo, a taxa de ocupação de UTIs era de 89% na sexta-feira. Na capital paulista, metade dos hospitais municipais já operavam perto de 100% da capacidade.

Neste sábado, o estado registrou 3.608 mortes pelo novo coronavírus. O número confirmado de infectados era de 44.411 pessoas.

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