Doria informou em coletiva nesta quarta-feira (6) que a flexibilização das medidas de isolamento social no estado de São Paulo dependerão do comportamento da população, da disponibilidade de leitos nos hospitais e também do comportamento do novo coronavírus (Sars-Cov-2) tanto na infectabilidade, quanto na letalidade. 

De acordo com o governador, nenhuma medida de flexibilização será adotada no estado de São Paulo se a média não estiver entre 50 e 60%.

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"Nós temos dito e repetido aqui que nenhuma medida de flexibilização será adotada no estado de São Paulo se não tivermos a média entre 50 e 60%. Essa é a orientação da medicina, da ciência e da saúde. Infelizmente não estamos alcançando essa média", declarou.

Governador de São Paulo, João Dória
Agência Brasil
Governador de São Paulo, João Dória

O infectologista e coordenador do Centro de Contingênci, David Uip, afirmou que o achatamento e o pico da curva de número de casos dependem de um isolamento de, no minimo, 55%.

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"A única arma que nós temos é o isolamento social. Nós não temos medicamentos, nós não temos vacinas e nem teremos a curto prazo, então é absolutamente fundamental que a população continue se sacrificando. Neste momento é necessário e é a única alternativa", disse Uip.

O governador informará sexta-feira, dia 8, de forma completa, qual será a posição frente às medidas de isolamento, que, inicialmente, seriam flexibilizadas a partir do dia 11. Perguntado sobre o afrouxamento nos municípios com alta taxa de isolamento, David Uip disse que "índice de é importante, mas não o único". Segundo o médico, tem que ser levado em consideração também a taxa de infectividade, número de leitos de enfermaria e UTIs disponíveis.

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