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97% dos leitos públicos de UTI no RIo estão ocupados

Enquanto o número de casos notificados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Rio de Janeiro segue crescendo, agora com 6.828 infectados confirmados e 615 óbitos, o sistema de atendimento na rede pública de saúde está saturado, com quantidade de vagas muito abaixo da demanda. A taxa de ocupação nos leitos de UTI do SUS para Covid-19 no Rio é 98%, e na rede estadual só há vagas atualmente no Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda. A unidade é a esperança dos 285 pacientes na fila.

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Desde o início da pandemia, a Secretaria estadual de Saúde (SES) abriu 521 leitos exclusivos para tratamento de pessoas com suspeita ou confirmação de Covid-19. Destes, 256 são de UTI . Ainda há outros 137 leitos reservados em áreas isoladas de outras unidades estaduais. Mas, apenas o Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, tem vagas. Lá, a taxa de ocupação é de 74% na enfermaria e de 75% na UTI.

Neste sábado (25), foi inaugurado o primeiro hospital de campanha , com financiamento privado, no Leblon, que terá 200 vagas, sendo 100 de UTI. A próxima inauguração deverá ser do Maracanã, com outros 400 leitos. Essas aberturas são a esperança para desafogar a fila de pacientes.

Considerando a rede inteira, a taxa de ocupação é de 70% em leitos de enfermaria e 81% em leitos de UTI . Há duas semanas, as taxas eram de 41% e 63%, respectivamente. Ao todo, 2.228 pacientes estão internados na rede estadual, e há uma fila de 285 suspeitos ou confirmados de Covid-19 , que aguardam transferência para UTIs. Eles podem ser regulados para as diferentes redes, seja ela municipal, estadual ou federal.

Apenas no município do Rio há 910 internados, sendo 314 em UTis, em leitos do SUS , de acordo com a Secretaria estadual de Saúde. No Painel Rio Covid-19, controlado pela prefeitura, porém, aparece a informação de 1.271 internados e os mesmos 314 em UTI. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, os 314 representam, agora, 97% de ocupação. Na sexta, a taxa de ocupação ca UTI era de 98%, com 277 internados, ou seja, a oferta de UTIs aumentou neste sábado.

Na enfermaria, a taxa de ocupação na capital era de 88%. Desde o início da pandemia, a prefeitura abriu 404 leitos exclusivos para o tratamento do novo coronavírus , e 137 são de UTI. A cidade já tem o hospital de campanha do Riocentro pronto, com 500 vagas, mas a sua abertura depende da chegada de equipamentos, especialmente respiradores. Segundo o prefeito Marcelo Crivella, a unidade deve começar a receber pacientes apenas na próxima sexta-feira.

Já a rede federal no Rio, que conta com 1.600 leitos, está em meio a uma ação judicial movida pela Defensoria Pública da União, justamente porque seus leitos não foram colocados à disposição, em número relevante, da fila de espera para tratamento de Covid-19.

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Escolhida para ser referência na rede, o Hospital Geral de Bonsucesso deveria ter adaptado 232 leitos para pacientes do novo coronavírus, mas, até aqui, apenas 18 estão funcionando. Por isso, o Ministério da Saúde tem até segunda-feira para apresentar um plano para absorver a demanda e colocar leitos e profissionais à disposição, conforme ficou determinado em liminar judicial obtida pela Defensoria, na última quarta.

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