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TV Brasil/Reprodução
Teich e Bolsonaro, durante sua apresentação como novo ministro da Saúde

Durante sua apresentação como substituto de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, Nelson Teich afirmou que o combate à doença será tratado de maneira técnica e científica, e ressaltou que não se pode antagonizar saúde e economia.

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“Saúde e economia não entram em conflito. São complementares, não é uma luta do bem contra o mal”, afirmou Teich, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. “Se você tem uma redução na atividade econômica, talvez tenha que enfrentar redução na quantidade de clínicas de diagnóstico e tratamento. Isso vale para a Covid-19 e outras doenças, como câncer e as cardiovasculares”.

O oncologista Nelson Teich foi confirmado por Mandetta como o novo ministro da Saúde à Rede Globo. Ele já havia sido cotado para assumir a Casa durante o período de transição do governo, no final de 2018. 

Além de oncologista, Teich também é empresário da área da saúde e já chegou a ter participação no atual governo. De setembro de 2019 a janeiro de 2020, ele era assessor do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna.

Nas últimas semanas, Teich divulgou uma série de estudos no LinkedIn, uma rede social profissional. Ele tem feito comentários e opinado sobre métodos de combate à pandemia do novo coronavírus.

Ao divulgar um desses artigos, intitulado "Covid-19: Histeria ou Sabedoria?", o oncologista comentou sobre a discussão polarizada relacionada aos contrastes entre saúde e economia. Segundo o artigo, “essa abordagem dividida, antagônica e talvez radical não é aquela que mais vai ajudar a sociedade a passar por esse problema”.

Teich afirma que, atualmente, a gestão da saúde é um assunto delicado e que o gestor deve basear suas decisões em “informações e projeções”. “O sucesso vai depender da capacidade de colher dados críticos em tempo real, de incorporar e analisar essa base de dados atualizada, de ajustar as projeções quanto aos possíveis impactos das escolhas, rever as decisões e desenhar novas medidas e ações", explica.

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