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Seap/Divulgação
Mica foi preso em 2012

Encontrado morto em sua cela, na manhã deste domingo, no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, o traficante Paulo Rogério de Souza Paz, vulgo Mica, Mika, ou MK, era uma figura conhecida no Complexo da Penha. Ex-chefe de várias favelas na localidade, Mica estava preso desde 2012, quando foi preso em Maricá. Antes, em 2010, ele teve seu nome ligado ao do então atacante do Flamengo, Adriano Imperador, quando uma investigação apurou a compra de uma moto pelo jogador no nome da mãe de Mica.

A polícia tinha fixada uma recompensa de R$ 5 mil por informações que levassem ao paradeiro de Mica quando chegou até ele numa casa de praia em Maricá, em pleno fevereiro de carnaval. Informações levantadas na época dão conta de que o traficante havia escolhido passar a data festiva na cidade da Região dos Lagos com outras seis pessoas e que, inclusive, já havia encomendado uma peruca para passar despercebido nas ruas. Desarmado, o criminoso foi levado de helicóptero até a capital por homens da Polícia Civil. Ele alugou a casa por R$ 8 mil.

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Dois anos antes, o nome de Mica veio a público quando o Ministério Público do Rio pediu à Polícia Civil que investigasse a compra de uma moto pelo atacante Adriano Imperador no nome da mãe do traficante, Marlene Pereira. Adriano, que é “cria” da área, da Vila Cruzeiro, negou ter dado o veículo ao traficante e foi absolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio de qualquer acusação.

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Dez anos depois, em entrevista ao “ Conversa com Pedro Bial”, da TV Globo, o jogador voltou a falar sobre o assunto e, desta vez, assumiu ter dado o presente ao amigo. “Não dei uma arma, e sim uma moto. Ele é meu amigo de infância”, declarou.

Comando

A “Casa Verde”, uma das fortalezas de Mica, usada para controlar o tráfico na região do alto do Complexo da Penha, foi usada por soldados do Exército e pela polícia após a ocupação da área. Na época, grampos telefônicos feitos pela polícia com autorização judicial revelaram que o bandido utilizava câmeras nas comunidades para proteger seu território das ações policiais. A polícia acredita que Mica tenha exercido controle sobre o tráfico de drogas nos morros da Fé, do Sereno, Caixa d’Água e Chatuba.

Os indícios apontam que ele teria se suicidado com um lençol em sua cela.

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