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Jochen Sand/GettyImages/Creative Commons
Mortes que ainda serão investigadas podem aumentar os óbitos por Covid-19 no país

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde , Wanderson de Oliveira, disse que 2.176 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ocorridas num período de sete semanas, entre fevereiro e abril, ainda estão sendo investigadas . Assim, os números de  Covid-19 , que segundo o último balanço da pasta, divulgado neste sábado (11), já matou 1.124 pessoas, ainda podem subir, mesmo sem levar em conta os casos novos que aparecerem.

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A investigação das mortes serve para apontar qual o motivo que levou uma pessoa a ter SRAG. Além do novo coronavírus, os vírus influenza A e influenza B, causadores da gripe, dentre outros, também podem provocar a SRAG.

"Os potenciais casos de coronavírus estão entre os 2.176. O sistema está acessível, está notificando. Obviamente nós teremos ainda um volume maior porque ainda estamos entrando na fase de maior intensidade de transmissão respiratória", disse Wanderson.

Ele também disse acreditar que, entre os casos graves com menos de 60 anos, há coinfecção, ou seja, pessoas que pegaram o novo coronavírus e também outro vírus respiratório, como o influenza. Wanderson citou uma conversa que teve com uma integrante da Secretaria de Saúde de Pernambuco. Na ocasião, ela disse que, dos dez casos confirmados de coronavírus no estado naquele dia, três também tinham influenza.

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"A influenza afeta principalmente adultos jovens. Nós vimos isso na pandemia de 2009, é um padrão mais expressivo. E quando a gente olha para esses números e observa que há dentro dos casos confirmados de coronavírus, um volume significativo, eu diria, abaixo dos 60 anos, só me resta acreditar que seja um cocirculação ou uma coinfecção em alguns casos, nesses casos que evoluem para quadros mais graves, de não somente de coronavírus, mas também de muitos casos terem também influenza", disse Wanderson.

O secretário também disse que haverá testes suficientes no país para o novo coronavírus.

"Podem ter certeza que teremos testes em quantidade suficiente. O que posso garantir é que não teremos testes para todas as pessoas. Os testes são para conhecer a epidemia e para algumas regiões do país", aformou Wanderson.

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