Orientação do Ministério da Saúde é manter o isolamento social arrow-options
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Orientação do Ministério da Saúde é manter o isolamento social

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (9) que o pico da Covid-19 deve ocorrer entre o final de abril e o começo de maio. Nos estados onde há mais mortes e casos confirmados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas, Gabbardo alertou que esses locais estão com o "sinal vermelho". "Devemos dar a máxima atenção à mobilidade social", disse o secretário.

Apesar da recomendação, Gabbardo lembrou que nem todos os estados precisam adotar as mesmas dinâmicas de medidas restritivas.

O Brasil registrou mais 141 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 17.857 , segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Ministério da Saúde. A alta corresponde a um crescimento de 17,6%.

De acordo com a pasta, os novos casos confirmados de Covid-19 são 1.930, totalizando 17.857. O aumento foi de 12,1%. Já a taxa de letalidade passou de 5% para 5,3%.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, 85% dos casos assintomáticos nunca serão detectados. Ele afirma que o ministério tem feito estudos para analisar com mais precisão as subnotificações de todas as doenças respiratórias e que a subnotificação de internações é muito inferior nesse período do que em outro momento.

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Sobre a testagem de pacientes, Oliveira disse que os Estados não devem fazer testes para Covid-19 em pessoas com síndrome respiratória aguda grave que não estejam internadas.

"Se acabar o teste, não temos como suprir imediatamente", afirmou. De acordo com o secretário, até ontem o ministério tinha em mãos 892 mil testes específicos para Covid-19, dos quais 500 mil testes rápidos já foram distribuídos.

Uso da cloroquina

Quanto à administração da cloroquina, Gabbardo disse que o uso do medicamento prevê a concordância entre médico e paciente. Caso o paciente não esteja em condições de responder por si devido a condições clínicas, um familiar responsável pode dizer se concorda ou não.

"Se isso vai gerar demanda judicial, porque familiar não concordou e alguém quer impor, vai ser uma decisão que a gente não sabe o que vai prevalecer", disse o secretário.

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