Objetivo da medida é evitar concentração de muitas pessoas em ambientes fechados por longos períodos
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Objetivo da medida é evitar concentração de muitas pessoas em ambientes fechados por longos períodos

A partir desta terça-feira (31), quatro cemitérios municipais de Belo Horizonte vão realizar apenas funerais, sem a realização de velórios , independentemente da causa da morte. Trata-se de uma medida da Prefeitura e vai durar enquanto a cidade estiver em estado de emergência por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). A justificativa é que a medida visa a diminuir a permanência de vários indivíduos num mesmo espaço fechado por certo período de tempo.

Até esta segunda-feira, os velórios vinham acontecendo com algumas medidas restritivas quanto à duração e quantidade de pessoas presentes.

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), está estudando medidas que possam ser tomadas com relação a quem desobedecer a quarentena para diminuir o contágio. Em entrevista nesta segunda-feira ao programa MGTV, ele falou sobre o tema, sem, no entanto, esclarecer se a medida poderia, por exemplo, ser uma multa.

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"Já acionamos a Procuradoria-Geral do Município por uma desobediência de uma pandemia, ou endemia. É crime. Vamos enquadrar como criminosos. Isso é bom? Não, isso é ruim, péssimo", disse o prefeito.

"Existe uma coisa que não entendem. Se o rapaz de 30 anos, que agora já houve uma mutação do vírus, já está matando gente com 26, 30, 40 anos. Esse jovem que vai sair, e 80% deles vão entrar e sair de um CTI com vida, mata um homem de 60 anos. Isso é de uma cretinice, egoísmo", afirmou se referindo a prevista sobrecarga dos hospitais após a explosão da pandemia no Brasil.

Durante uma carreata no último dia 27, em que foi pedida o fim da quarentena da forma como está sendo feita, assim como quer o presidente Jair Bolsonaro, a prefeitura de Belo Horizonte aplicou cerca de 50 multas por infrações de trânsito.


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