Plenário do STF
Rosinei Coutinho/STF
Julgamentos do STF serão feitos por meio de um aplicativo

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira que, enquanto durar a pandemia do novo coronavírus, não serão realizadas sessões presenciais. Os julgamentos serão feitos por videoconferência, por meio de um aplicativo em que todos os ministros conseguem falar entre si. O aplicativo será usado para os julgamentos do plenário, que conta com a participação dos onze ministros, e das duas turmas, cada uma formada por cinco ministros - o presidente, Dias Toffoli, não integra as turmas.

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A decisão foi tomada em uma sessão administrativa foi realizada já por meio virtual, por um aplicativo. Foi feito o teste e todos os ministros conseguiram usar a tecnologia. A área técnica do  STF está estudando uma forma de transmitir as videoconferências pela TV Justiça .

Toffoli apresentou a proposta de sessões mistas. Elas seriam realizadas no plenário físico e, se algum ministro se sentisse desconfortável de sair de casa, poderia usar o aplicativo para participar. Apenas dois ministros concordaram com a proposta: Gilmar Mendes e Edson Fachin. Os demais integrantes do Supremo ponderaram que a recomendação das autoridades sanitárias era de evitar reuniões. Por isso, a maioria aprovou as sessões em ambiente totalmente virtual, sem a necessidade de reunião física.

Na sessão desta quinta-feira, a maioria demonstrou preocupação com a situação do país, com casos de covid-19 se alastrando rapidamente. A proposta de reuniões totalmente virtuais, apresentada por Alexandre de Moraes, recebeu o apoio de Carmen Lúcia, Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso. Marco Aurélio foi contrário às videoconferências, optando por sessões físicas. O ministro Celso de Mello está de licença médica e não participou das discussões.

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Os ministros desmarcaram a sessão física do plenário que estava agendada para 1º de abril. Toffoli ainda vai agendar uma nova data para os julgamentos. Caberá às presidentes das duas turmas, Carmen Lúcia e Rosa Weber, marcar as sessões nos colegiados menores.

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