Prevent Senior coronavírus superlotado
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Prevent Senior é focada em atendimento de idosos

Após a rede médica Prevent Senior ter sido acusada pela Prefeitura de São Paulo de não notificar diagnósticos de coronavírus, uma fiscalização foi realizada em um dos hospitais que é responsável por receber casos da doença. A fiscalização constatou superlotação do hospital, insuficiência de funcionários e desorganização no fluxo hospitalar, segundo divulgado pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo . A empresa nega.

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A fiscalização do hospital da Prevent Senior foi executada por membros das secretarias estadual e municipal de Saúde de São Paulo. Fontes ouvidas pela coluna afirmam que há problemas no encaminhamento dos pacientes, assim como em procedimentos que precisam ser realizados a partir do momento de entrada no hospital com sintomas da doença.

A rede é responsável por planos de saúde voltados a idosos, que são considerados grupo de risco no contágio por coronavírus , e também administra diversos hospitais e clínicas médicas no estado de São Paulo.

A Prevent Senior, no entanto, nega as informações da fiscalização. Em uma nota enviada pelo advogado Nelson Wilians, representando a empresa, para a coluna, ele afirma que há dois hospitais da rede separados para atender apenas casos de coronavírus. Informa que na unidade da Paraíso do hospital Sancta Maggiore há 107 leitos disponíveis e 97 pacientes internados e a unidade de Santa Cecília possui 106 leitos e 60 pacientes, dessa forma não estariam superlotados .

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"É hora de trabalharmos para salvar vidas, façam seu trabalho e deixem-nos fazer o nosso sem enveredar para a política neste momento difícil”, afirmou o advogado. “O nosso trabalho, que é o de salvar vidas, fazemos com amor e maestria, atendendo uma parcela da população mais vulnerável, e que muitos não atendem em razão da faixa etária. A Prevent Senior mantém o atendimento aos seus pacientes de acordo com a sua cultura de acolher e cuidar de pessoas e com os critérios estabelecidos pelo  Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS)". 

Leia na íntegra nota enviada à coluna pelo advogado da Prevent Senior, Nelson Wilians:

“Não é verdade que há superlotação nas unidades hospitalares da Rede Prevent Senior. A operadora destinou dois hospitais exclusivamente para os casos de coronavírus, evitando a circulação de pessoas em busca de atendimento médico em outros hospitais da rede.

Sobre a verdade do número de vagas, a realidade é a seguinte : a unidade Paraíso tem 107 leitos disponíveis. E está com 97 internados. Portando, número abaixo do de leitos. A UTI está atendendo 30 pacientes, todos que precisavam de terapia intensiva estão sendo atendidos. A unidade Santa Cecília tem 114 leitos e apenas 60 internados.

A informação de superlotação, portanto, não procede. Hoje, o atendimento prestado por nossos médicos e funcionários e procedimentos se tornaram referência. Outros planos de saúde e hospitais nos procuram para pedir informações e orientações. A experiência acumulada nesse período, que começou logo após o Carnaval, nos fez referência no atendimento de pacientes com coronavírus. Obviamente, mesmo com isso, temos óbitos, já que ainda não existe vacina e medicamentos que poderiam curar os casos mais graves.

Sobre a acusação de não avisar pacientes, isso não procede. A rede segue todos os protocolos médicos e éticos estipulados pelas organizações governamentais de saúde”, escreveu Nelson Wilians, advogado da Prevent Senior .

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