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governo de São Paulo/reprodução
Leitos de UTI

Diante do início da epidemia do novo coronavírus no Brasil, cirurgias de menor gravidade começam a ser canceladas. De acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina publicado pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (20), 23,7% dos leitos de tratamento intensivo no Brasil são ocupados por pacientes de cirurgias eletivas. O adiamento delas deve aumentar vagas para casos mais graves do Covid-19.

O levantamento do CFM mostra, ainda, que cirurgias de urgência representam 6,8% das ocupações em UTIs brasileiras. Com o isolamento social e fechamento de centros comerciais em todo o país, é possível que acidentes ocorram menos e esse número também diminua.

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Ainda assim, diante da expectativa de que 5% dos infectados com coronavírus no Brasil precisem ser internados em UTIs garantindo respiração por meio de ventilação mecânica, nem a soma de leitos públicos e privados do país deve dar conta do número de internados no ápice da doença, prevista para o fim de abril e começo de maio.

Em uma "operção de guerra", o sistema de saúde brasileiro tem equipes voltadas para fazer exames clínicos naqueles que chegarem em Unidades Básicas de Saúde com sintomas do vírus. Quem receber o diagnóstico positivo e não apresentar sintomas graves vai ser instruído a ficar isolado em casa. Quem apresentar sintomas graves deverá ser encaminhado a hospitais de referência e apenas quem não conseguir respirar sem ajuda mecânica vai ocupar os leitos de UTI.

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Levando em consideração a quantidade de médicos por habitantes, cobertura de atenção básica e quantidade de leitos hospitalares disponíveis, o levantamento do CFM mostra que Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os estados com melhor preparo para a doença. Os com pior preparo são Amazonas e Pará, no Norte do Brasil.

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