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Cecília Bastos/Usp Imagens
Infectologista Marcos Boulos tem quase 50 anos de formação na área

O infectologista Marcos Boulos, médico com quase 50 anos de formação, professor aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pai do ativista e político Guilherme Boulos (PSOL), é um dos quatro especialistas escalados para fazer parte da equipe de contingenciamento do coronavírus no primeiro estado a confirmar a doença no Brasil.

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Formado pela Universidade Católica de Sorocaba, Marcos Boulos fez especialização, mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP), onde trabalhou por décadas com o estudo de moléstias infecciosas e parasitárias. No período em que lecionou na instituição, também chegou a ser diretor do Hospital das Clínicas.

Atualmente, de acordo com o currículo Lattes do médico , ele é coordenador da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, onde cumpre carga horária de 40 horas por semana. No cargo, ele já lidou com o controle de uma versão mais forte da gripe H1N1.


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Além de Guilherme, Marcos tem mais duas outras filhas. A esposa dele, Maria Ivete Castro Boulos , também é médica e trabalha no Hospital das Clínicas da USP. A equipe escalada para lidar com o coronavírus em São Paulo também conta com David Up, infectologista responsável por coordenar grupo; Dimas Covas, que é pesquisador, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e diretor do Instituto Butantan e com Luiz Carlos Pereira Junior, coordenador do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Primeiro caso confirmado no Brasil

O primeiro caso de coronavírus confirmado no Brasil foi na cidade de São Paulo e acometeu um homem que esteve a trabalho na Itália entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ele foi internado no Hospital Israelita Albert Einstein e fez os exames no local, mas, segundo laudo médico, apresenta "bom estado clínico e sem necessidade de internação" e foi encaminhado para isolamento respiratório em casa pelos próximos 14 dias.

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