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Roberto Casimiro / Agência O Globo
Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

Em evento organizado pela ONU pelo aniversário de 75 anos da liberação do campo de extermínio de Auschwitz , o governador do Rio, Wilson Witzel , comentou a situação do menino Arthur, de cinco anos, atingido na cabeça por uma bala perdida no Morro São João, na Zona Norte do Rio. Em discurso sobre o genocídio liderado pelo regime nazista, Witzel citou a atuação de grupos criminosos no Rio.

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"Não é semelhante, mas vivemos uma situação muito difícil no Rio de Janeiro com as organizações criminosas que ocupam territórios subjugando a população das comunidades, trazendo desgraça, miséria e dor", disse Witzel . "Nós temos uma criança com grave perda de massa encefálica por motivo de bala perdida desses criminosos".

Witzel participou da cerimônia de abertura de uma mostra fotográfica organizada pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio), no Centro Cultural da Justiça Federal do Rio de Janeiro, na Cinelândia. A exposição é uma homenagem ao aniversário de 75 anos da liberação do campo de extermínio de Auschwitz , no dia 27 de janeiro de 1945, por soldados soviéticos. Desde 2005, a ONU celebra nesta data o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto .

Em seu discurso, o governador se comprometeu a colaborar para a construção de um museu em memória às vítimas do Holocausto no Rio de Janeiro e defendeu que o sofrimento do povo judeu e de todos os perseguidos pelo regime nazista seja estudado nas escolas fluminenses. Witzel, que vestia um quipá, estava acompanhado de sua mulher, Helena.

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O governador falou também de sua visita a Israel, pouco antes de assumir o governo, em dezembro de 2018. Ele relembrou ter ser deparado com a história de uma prisioneira de Auschwitz que compartilhava seu sobrenome, afirmando ter aberto ainda mais seus olhos para o sofrimento do povo judeu após o episódio.

Além de Witzel, também estiveram presentes no evento o vice-cônsul geral da Alemanha, Johannes Bloos, o cônsul-geral dos Estados Unidos, Scott Hamilton, e o desembargador federal e diretor do Centro Cultural da Justiça Federal, Ivan Athiè, também estiveram presentes.

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