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Grupo armazena e divulga vídeos e fotos com material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes

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Reprodução/Twitter
Polícia Civil faz megaoperação para combater pedofilia em 24 estados e no DF

A Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (Deam) de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, irá investigar se os alvos da Operação Nova Infância participam de uma rede internacional de pedofilia. A ação acontece desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira.

"Independente da quantidade, normalmente, esses arquivos são usados para venda, já o câmbio negro deles é muito vantajoso. Muito pedófilo tem mil, dois mil arquivos, mas mesmo que a quantidade seja pequena, eles não usam isso para apenas se satisfazer. A pedofilia é muito rentável. É um mercado internacional, dá para vender para o mundo todo", explicou a delegada Fernanda Fernandes, titular da Deam Caxias.

Segundo Fernandes, a preferência dos pedófilos são bebês e crianças de até 12 anos. E a maioria das vítimas também são meninas. As investigações iniciaram há quatro meses, através de rastreamento na Internet. Neste período, os agentes monitoraram a quantidade de armazenamentos e divulgação de pornografia infantil. Dezesseis homens foram identificados e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seus endereços. 

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Durante o cumprimento dos mandados de busca, os policiais civis apreenderam notebooks, que foram periciados."Se durante essa perícia, constatarmos esses arquivos nos computadores, iremos fazer o flagrante", Fernandes destacou. "Durante a perícia, também vamos analisar se esses pedófilos também se encontram com as vítimas para abusar sexualmente delas e, ainda, gravar esse tipo de conteúdo", completou.