Bruno Covas
oão Alvarez/Agência O Globo
Bruno Covas passa por um tratamento de câncer, mas planeja nova candidatura em 2020.

O prefeito de São Paulo , Bruno Covas (PSDB-SP), falou sobre os atritos dentro do PSDB em uma entrevista ao jornal Valor Econômico. Covas afirmou que está desconfortável em fazer parte de um partido que tem Aécio Neves como um dos filiados. O prefeito recebeu alta nesta quarta-feira (18) do Hospital Sírio Libanês, onde realiza o tratamento para combater um câncer.

O atual prefeito da capital paulista pretende concorrer à reeleição e afirmou que pensa sobre a troca de sigla. "Estou muito desconfortável de fazer parte de um partido que tem Aécio como quadro", disse. "Mas ainda está em tempo de o PSDB expulsá-lo", afirmou. 

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Até o momento, Covas não chegou a ser procurado por nenhuma outra legenda e afirmou que não chegou a conclusões sobre qual seria o partido de migração. "Não há nenhuma conversa".

O desconforto em relação a Aécio Neves está relacionado ao PSDB cometer erros que são apontados no PT. "Acusação até eu tenho, tenho um monte de processo do período que estou aqui como prefeito. Mas é muito difícil de explicar o motivo de um cara desses Aécio estar no PSDB. [O partido] comete o mesmo erro que apontamos no PT. Não expulsa quem foi condenado pela Justiça".

A possibilidade da chaba Covas-Hasselmann ainda não está definida, segundo o prefeito. Ao mesmo tempo, Covas afirma que não há nenhum veto aos nomes possíveis para vice. "Não está definido nem se o PSL é o partido do presidente ou não, quem é o líder do PSL na Câmara, quem vai continuar à frente do PSL . E neste momento, não há nenhuma escolha entre A, B ou C, de quem vai ser o vice do PSDB".

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