Casa do chefe de gabinete do deputado Douglas Garcia, do PSL, é alvo de buscas da PF
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Casa do chefe de gabinete do deputado Douglas Garcia, do PSL, é alvo de buscas da PF

A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira na casa de Edson Salomão , chefe de gabinete do deputado estadual Douglas Garcia ( PSL-SP ). A operação faz parte do "inquérito das fake news", aberto em 14 de março pelo presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), Dias Toffoli, para apurar notícias falsas e ataques contra a Corte e seus integrantes. Salomão é também líder do Movimento Conservador, grupo de direita apoiador do presidente Bolsonaro.

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O mandado foi expedido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, determinando a apreensão de celulares e notebooks. Apesar de o autor do pedido estar sob sigilo de Justiça, Salomão diz acreditar que a ação é fruto do depoimento prestado pela deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) na CPMI das Fake News, na Câmara, duas semanas atrás.

"Eu sei que tem relação com a CPMI das Fake News , onde a deputada Joice Hasselmann fez uma exposição sobre mim e o Movimento Conservador, dizendo que somos uma milícia virtual organizada. Ela disse que seria muito interessante se a PF batesse na casa dessas pessoas. É muita coincidência, né?", declarou Salomão, para quem a ação da PF é uma "perseguição" num momento em que ele se colocou como pré-candidato do partido à prefeitura de São Paulo.

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"Desde alguns meses para cá, meu nome tem sido ventilado para disputar a Prefeitura, por eu ser um conservador. Muitas pessoas que acompanham o meu trabalho são entusiastas do meu nome. A ação de hoje está diretamente ligada à CPMI das Fake News , que teve o fator da deputada Joice Hasselmann. Estão querendo nos calar, nos censurar", disse ele. Procurado, o STF informou que não pode comentar o caso, já que corre sob sigilo.

Em março, Toffoli designou Alexandre de Moraes para relatar o caso. Normalmente, um inquérito é aberto no tribunal a pedido da Procuradoria-geral da República, mas esse procedimento nasceu de forma diferente, com base em artigo do Regimento Interno da Corte. A ex-PGR, Raquel Dodge, já havia pedido ao STF o seu arquivamento, por entender que não foi delimitado o alvo da investigação nem os alvos das apurações. Por isso, ela afirmou não havia sentido um inquérito para investigar ataques ao STF tramitar no próprio tribunal. Moraes ignorou a manifestação e manteve o inquérito.

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