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Mateus da Costa Meira foi condenado a 48 anos de prisão após atirar em plateia durante sessão de cinema em 1999; exames são favoráveis a saída

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Reprodução/TV Globo
Mateus da Costa Meira matou três pessoas e feriu outras oito dentro de sala de cinema

Um dos casos mais emblemáticos e chocantes da cidade de São Paulo pode ganhar novo episódio nos próximos dias. 20 anos após ser condenado, o atirador Mateus da Costa Meira, que ficou famoso após abrir fogo contra a plateia durante uma sessão de cinema no Shopping Morumbi, pode ganhar a liberdade da Justiça da Bahia.

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Segundo informações do programa Fantástico deste domingo (3), a defesa do atirador , que matou três pessoas e feriu outras cinco, entrou com o pedido após a realização de exames que atestam que ele não representa mais qualquer tipo de risco à sociedade. Ele está preso no Hospital de Custódia e Tratamento, na cidade de Salvador, há quase dez anos.

Para que a confirmação da soltura aconteça, o Ministério Público da Bahia , que já se posicionou de forma contrária ao pedido, solicitou um terceiro exame que confirme o atual estado de saúde mental de Mateus. Até o momento, os laudos foram favoráveis ao acusado, garantindo que ele tem condições de retornar ao convívio social.

Entretanto, o MP acredita que tal decisão pode ser ruim para o acusado e acarretar em uma piora em seu tratamento , afirmando ainda que a soltura deveria ser realizada de maneira lenta e progressiva.

Relembre o caso

No dia 3 de novembro de 1999, quando ainda era estudante de medicina, Mateus foi ao Shopping Morumbi assistir a um filme no cinema com uma submetralhadora escondida dentro da mochila. Em dado momento, levantou e atirou nas pessoas que estavam no local, matando três e ferindo outras cinco das 30 pessoas que acompanhavam a exibição. 

Posteriormente, as três vítimas fatais foram identificadas como Fabiana Lobão Freitas, de 25 anos, Júlio Maurício Zemaitis, de 29, e Hermé Luisa Jatobá Vadasz, 46.

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Na época, a defesa alegou que Mateus sofria de disturbios mentais e que teria agido durante um surto psicótico: ele ouviu vozes que o mandaram realizar o ataque. Entretanto, as alegações foram rejeitadas no julgamento e o atirador acabou sendo condenado a 120 anos de prisão, que, posteriormente, foram reduzidos para 48 anos.