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Mulher, de 37 anos, foi atingida na região do glúteo e passou por cirurgia

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Redes sociais / Reprodução
Assalto em Viracopos (SP) teve reféns. mortos e baleados

O estado de saúde da mulher de 37 anos feita refém após o assalto aeroporto de Viracopos , em Campinas (SP), é grave. Ela passou por cirurgia após levar um tiro na região do glúteo durante a intervenção policial. A Polícia Militar apura se o tiro que atingiu a vítima foi disparado por policiais ou pelo criminoso.

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O assalto ao aeroporto aconteceu na quinta-feira e terminou com três bandidos mortos e outras três pessoas feridas. Após a ação no terminal, um dos criminosos fugiu e fez uma família refém no bairro de Campina Verde.

A Polícia Militar informou, em nota, na manhã deste sábado que foi instaurada investigação para apurar as circunstâncias do disparo que atingiu a refém. "Os resultados da apuração serão apresentados à sociedade assim que o trabalho investigativo for concluído", diz o texto da corporação.Ele prossegue com informação sobre o estado de saúde da vítima. "Seu estado de saúde ainda inspira cuidados e desejamos a ela pronta recuperação".

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No local estavam uma menina de 10 meses de idade e sua mãe. Durante pouco mais de uma hora, a polícia negociou uma rendição com o criminoso. Em determinado momento, no entanto, um sniper acertou um tiro no rosto do assaltante e ele foi morto. As duas reféns foram libertadas. A mãe, cujo nome não foi divulgado, levou um tiro na nádega. A criança passa bem.

— As negociações caminhavam muito bem, mas em certo momento ele aumentou a agressividade de forma desconhecida. Então um sniper efetuou um disparo — declarou o coronel Luís Augusto Pacheco, comandante do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). — Após o tiro de comprometimento, a equipe de ação tática entrou e efetuou mais alguns disparos. O criminoso mencionou fazer disparos, mas não conseguiu, e morreu — completou.

Enquanto explicava a ação, o coronel foi interrompido pela chegada da advogada do criminoso, que se identificou como Alessandra Girardi. Com a voz alterada, ela disse que seu cliente havia sido executado.

Invadiram e mataram meu cliente a sangue frio. Eu estava em contato com a polícia, dizia que estava a caminho, ele ia se entregar. Mas quando cheguei aqui, barraram meu acesso. Eu estava com o sequestrador na linha, ele dizia pelo telefone 'doutora, cadê a senhora?'. Mas não esperaram o advogado chegar, executaram. Um absurdo o que fizeram — disse a advogada, que identificou seu cliente como Luciano Santos Barros.

A ação dos criminosos começou por volta das 9h50, quando ladrões conseguiram acessar um dos terminais do Aeroporto de Viracopos , em Campinas , para levar a carga de uma empresa de transporte de valores com destino à Europa.

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Segundo a concessionária que administra o aeroporto, a quadrilha utilizou duas caminhonetes semelhantes às da Aeronáutica. Os veículos tiveram os pneus dilacerados na entrada do portão, mas ainda assim conseguiram invadir o local.