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Homem e mulher, ambos com camisetas do Movimento Conservador, foram agredidos com socos e chutes ao sair de debate na faculdade de direito

militante do Escola Sem Partido arrow-options
Reprodução/Facebook
Militante foi agredido na saída da USP

Um homem e uma mulher dizem ter sido agredidos após sair de um debate sobre o Escola Sem Partido na faculdade de direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo, na noite desta segunda-feira (14).  Integrantes do movimento conservador, os dois afirmam ter levado socos e chutes de um grupo de pessoas. 

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De acordo com a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo , André Almeida e uma mulher que não foi identificada saíram da universidade durante o debate do Escola Sem Partido para ir a uma lanchonete, quando um grupo de 4 ou 5 pessoas começou a agredi-los. 

“Eu estava com a camiseta do movimento que eu faço parte e acredito [Movimento Conservador]. A gente saiu, ela veio fumar, eu queria comer alguma coisa. E fomos emboscados de repente”,  afirma André. “Eram cinco homens batendo nele e mais um homem e uma mulher batendo em mim”, contou a mulher ao jornal. 

Para falar a favor do Escola Sem Partido, estavam presentes Miguel Nagib, criador do projeto, e o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP). Para falar contra, Gustavo Bambini e Nina Ranieri, ambos professores da USP .

O deputado publicou um relato nas redes sociais e afirma que acompanhou os dois até o hospital após a agressão. "A mulher foi agredida a socos e o homem foi agredido com um objeto contundente em sua cabeça, precisando tomar pontos. Além disso, ele teve a sua roupa rasgada pelos agressores", relatou. 

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Douglas Garcia afirmou ainda que a agressão foi cometida por "esquerdistas". "Até quando grupos homicidas de esquerda contarão com o beneplácito da impunidade?", questionou. André diz acreditar que um dos suspeitos seja estudante da universidade. “Eu vi aqui. Reconheço ele se eu vir.” No entanto, os agressores ainda não foram identificados.