Jovem
Bruno Kaiuca / Agência O Globo
Após episódio, polícia cogita incluir a jovem no serviço de proteção a testemunha do Rio

A Delegacia de Proteção à Mulher (Deam) de Duque de Caxias não descarta a possibilidade de incluir a ex-companheira do sargento da PM Daniel Glendmann no programa de proteção a testemunha do governo do estado após a jovem ser perseguida por suspeitos.

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Nesta quarta-feira (3), a jovem foi seguida por homens em motos após prestar um novo depoimento na especializada. Com temor de ser assassinada, a estudante de 23 anos teve que se esconder na 59ª DP (Duque de Caxias) por horas. Só no final da noite ela conseguiu sair do local e se esconder em um município do interior do Rio. Uma testemunha do caso também poderá ser inclusa no programa. Ambas precisam querer entrar na proteção a testemunha.

"Saíamos da delegacia e eles começaram a nos seguir. Com medo, voltamos à DP. A nossa vida se transformou em um inferno e o culpado é o Glendmann", disse a cozinheira de 43 anos, mãe da vítima.

A mulher esteve na especializada para prestar depoimento em um novo inquérito: o de coação. Além disso, a jovem foi ouvida sobre as movimentações em suas redes sociais. Agentes da Deam/Caxias acreditam que o policial está usando, de dentro da cadeia, os perfis da mulher para prejudicá-la ou tenha passado a senha para uma terceira pessoa.

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Por quase três semanas, a mulher foi torturada na casa onde viviam, no Parque Pauliceia, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense.

O Extra apurou que o sargento, que está preso na Unidade Prisional da Polícia Militar, no Fonseca, em Niterói, constituiu três advogados. A reportagem apurou que a defesa deverá entrar nos próximos dias com um pedido de habeas corpus.

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