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Convocada em mais de 125 países, por milhares de organizações, redes internacionais e coletivos locais, a Greve Global pelo Clima de 2019 será, provavelmente, a maior já realizada.


A estudante sueca Greta Thunberg é símbolo da greve arrow-options
Reprodução/Instagram Greta Thunberg
A estudante sueca Greta Thunberg é símbolo da greve












Cidadãos do mundo inteiro irão as ruas em protesto por ações de combate às mudanças climáticas . Em São Paulo, a greve ocorrerá sexta-feira (20), a partir das 16h no MASP (Museu de Arte de São Paulo).  O ato está sendo organizado pela Coalizão pelo Clima São Paulo, uma articulação que reúne diversas entidades e indivíduos que tratam da emergência climática em curso, incluindo o Greenpeace . A mobilização está confirmada em pelo menos 35 cidades, entre elas Araraquara, Indaiatuba, Campinas, Franca e Ribeirão Preto.

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Relatórios recentes sobre o aquecimento global demonstram que a atividade humana tem influenciado gravemente a vida de outros ecossistemas .  Segundo o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), tivemos elevação de 0,87 °C na temperatura da Terra e os brasileiros têm um papel fundamental no enfrentamento da emergência climática , já Amazônia é responsável pela regulação do clima , e o uso do solo nosso principal fator de emissão. 

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Início do movimento

Em novembro de 2015 um movimento precursor ocorreu às vésperas da Conferência sobre o Clima em Paris. Cerca de 50 mil pessoas foram às ruas, defendendo temas que reivindicavam o uso de combustíveis fósseis, o desenvolvimento de fontes energéticas alternativas e garantia dos direitos dos refugiados climáticos – em oposição à xenofobia.

Entretanto, foi em agosto de 2018, desencadeada por Greta Thumberg – uma estudante sueca de até então 15 anos - que a Greve Global pelo Clima passou para uma nova fase. Hoje  são os jovens de diversos países que mais pressionam a sociedade a tomar atitudes contra as mudanças climáticas .

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"A nossa casa está sendo destruída para satisfazer nosso modo de produção e consumo e este momento é uma grande oportunidade para começarmos uma conversa sobre o que está ao nosso alcance. Mudar o rumo dessa história está nas nossas mãos, mas grande parte dessa responsabilidade dividimos com os governantes, que pouco ou quase nada estão fazendo para migrar para uma economia que reduza seu impacto na elevação de temperatura da Terra em ritmo tão acelerado", comenta Fabiana Alves, da campanha de Clima do Greenpeace Brasil.