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Dammy afirma que os cinegrafistas disseram que a filmagem se tratava de um documentário sobre o hino nacional; publicação viralizou nas redes

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Reprodução
Dammy aparece aos 50 segundos do vídeo divulgado pelo Planalto

O professor nigeriano Dammy Damilare Falade afirma ter sido enganado em Brasília, no fim do mês de agosto, para aparecer em um vídeo do governo federal, divulgado no último dia 7 de setembro nas redes sociais. Em sua conta do Instagram, Dammy explicou o caso e fez críticas ao  presidente Jair Bolsonaro.

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A peça divulgada pelo Planalto foi gravada pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e mostra cidadãos e alguns ministros do governo cantando partes do hino nacional, em homenagem ao dia da Independência. Aos 50 segundos do vídeo, o nigeriano aparece cantando o trecho "conseguimos conquistar com braço forte". 

Dammy, no entanto, afirma que não sabia que apareceria em um vídeo do governo. Ele conta que foi a Brasília no dia 27 de agosto para renovar seu passaporte vencido no consulado da Nigéria e decidiu turistar pela cidade antes de pegar o voo de volta para Salvador. 

"Eu faço parte de um grupo de dança, e algum membro me pediu para dançar em um desses lugares públicos. Cheguei em frente do Museu Nacional, e vi um pessoal com câmeras, imaginei que eles fossem turistas também. Fui lá e dei meu celular para um deles me filmar dançando", contou o professor em sua conta do Instagram. 

Dammy afirma que, quando foi pegar o celular de volta, um membro da EBC pediu que ele tentasse cantar o hino nacional para um documentário, mas não foi informado que se tratava de um vídeo institucional. "Um deles me disseram que estavam fazendo um documentário sobre o hino nacional que existem muita gente que não sabem cantar e cantam engraçado, e pediram para eu tentar cantar", escreveu. 

O nigeriano afirmou ainda que não assinou nenhum papel, nem um termo de autorização de uso de imagem, e já acionou um advogado para tomar providências jurídicas. "Detesto tudo que esse governo representa", concluiu Dammy. 

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Após a publicação viralizar nas redes sociais, o nigeriano se tornou alvo de diversos comentários xenofóbicos. "Se detesta não sei pq ele está aqui ainda faça como os outros que foram embora após o Bolsonaro ter ganho kkk", escreveu um usuário. "Vc tem um mundo inteiro pra escolher !!! So acho que está no país errado", escreveu outra internauta.