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Encarregado de despacho teria revelado informações privilegiadas sobre a chegada da carga e rotina das áreas secretas do Aeroporto de Cumbica (SP)

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Reprodução/TVGlobo
Quadrilha roubou 720 kg de ouro no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e não disparou um tiro

Um dos funcionários do Aeroporto de Cumbica (SP), suspeito de estar envolvido no roubo de 718 kg de ouro, teve sua prisão temporária decretada pela Polícia Civil neste domingo (28). Peterson Patrício, 33, encarregado de despacho, afirma ter sido feito de refém pela quadrilha e seu ajudante foi convidado para fazer parte do assalto. O nome do segundo suspeito foi mantido em sigilo.

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De acordo com sua declaração, o encarregado de despacho foi sequestrado no dia anterior ao assalto. A família de Patrício também teria sido feita de refém, para que a quadrilha tivesse acesso a informações sigilosas sobre o terminal de cargas do aeroporto . Segundo as autoridades, ele revelou informações privilegiadas sobre a chegada da carga de ouro aos assaltantes.

A Polícia Civil continua trabalhando com a hipótese de funcionários maliciosos terem cooperado com a quadrilha. De acordo com o delegado João Carlos Miguel, o roubo só poderia ser bem sucedido com a ajuda de pessoas que conhecessem a rotina das áreas secretas do Aeroporto de Cumbica.

O assalto

Oito homens fortemente armados invadiram o terminal de cargas do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 14h30 da última quinta-feira (25). Eles entraram no armazém de exportação e roubaram 750 kg de metais preciosos, incluindo ouro, que seriam exportados para Zurique e Nova York. Não houve tiroteio ou feridos.

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Os suspeitos estavam em dois carros que imitavam viaturas da Polícia Federal, sem placas. Eles também vestiam uniformes de policiais federais e distintivos. Eles renderam um funcionário do aeroporto para entrar e roubaram a carga de dentro de um carro forte.

Imagens obtidas pela GloboNews mostram que os criminosos obrigaram os próprios funcionários do aeroporto a colocar a carga de ouro , que está avaliada em mais de R$ 100 milhões, nos carros clonados, usando até mesmo o auxílio de empilhadeiras.