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Quase metade dos casos estão concentrados nas região sudeste do Brasil; em menos de dois meses, 15 mortes acenderam alerta para vazamento de gás

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Reprodução/Google Maps
Família foi encontrada morta em apartamento em Santo André no último domingo (14), devido à inalação de gás

Com 15 mortos , entre eles quatro crianças e dois adolescentes, casos trágicos em menos de dois meses comoveram o país e acenderam o alerta para o vazamento de gás tóxico em residências e hotéis. Dados do portal Datasus, ligado ao Ministério da Saúde, registram ao menos 532 mortes após intoxicação acidental por gases e vapores no Brasil, entre 2000 e 2017. Neste período, o ano mais letal foi 2013, com 46 ocorrências. O menos letal foi 2001, 19 casos.

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A categoria inclui intoxicações por monóxido de carbono — que matou seis pessoas da mesma família , em 22 de maio, durante viagem de celebração de aniversário a Santiago, no Chile, após um vazamento em imóvel alugado pela internet. Trata-se de um gás que não emite odor e cuja inalação pode ser fatal. Os dados também abrangem mortes causadas pela inalação de dióxido de enxofre e óxido de nitrogênio, por exemplo.

Sete em cada dez vítimas de intoxicação por gás no Brasil são homens. Eles correspondem a 74% das mortes registradas pelo Datasus desde 2000, com 394 casos. No mesmo período, 138 mulheres perderam a vida em acidentes parecidos.

O Sudeste concentra quase metade das ocorrências. Foram 246 mortes na região, o que equivale a 46,2% dos casos registrados. Em seguida, vem o Sul, com 118 mortes (22% do total). No Nordeste, houve ao menos 70 falecimentos (13%); no Centro-Oeste, 56 (10%) e no Norte, outros 42 casos (7,89%).

O estado que mais registrou mortes por inalação de gás foi São Paulo. Nesse domingo (14), uma família de  quatro pessoas foi encontrada sem vida dentro de um apartamento em Santo André, no ABC Paulista. A principal suspeita é de vazamento de gás. Caso semelhante ao da família achada morta em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo a polícia, as três pessoas (entre elas, uma criança de 2 anos) acenderam uma churrasqueira para se proteger do frio , em 9 de julho, e acabaram por inalar monóxido de carbono . Um mês antes disso, pai e filha foram declarados mortos em circunstâncias semelhantes, em Campos do Jordão. O apartamento em que estavam cheirava a gás.

Desde 2000, segundo o Datasus, São Paulo registrou 122 mortes por intoxicação, devido ao vazamento de gás tóxico. Ao mesmo tempo, Rio e Minas Gerais tiveram, cada um, outros 61 casos. O Rio Grande do Sul aparece em quarto, com 55 ocorrências. 

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