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Perícia constatou que Romário da Silva Barros foi alvo de tiros na cabeça e no pescoço, disparados por dois criminosos

jornalista Romário da Silva Barros
Arquivo pessoal
Jornalista Romário da Silva Barros foi encontrado morto dentro de um carro

A Polícia Civil trabalha com a hipótese da morte do jornalista do site Lei Seca Maricá, Romário da Silva Barros, de 31 anos, ter sido uma execução e que o crime foi encomendado. Ele foi morto por volta das 22h desta terça-feira (18) com três tiros, após praticar exercícios físicos no bairro Araçatiba. O corpo do jornalista foi encontrado na Rua Álvares de Castro, no município da Região Metropolitana do estado. A investigação ainda não descarta que o crime possa ter motivação política.

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A perícia feita no local constatou que os tiros disparados contra o jornalista se concentraram em duas regiões do corpo dele: foram dois tiros no lado esquerdo da cabeça e um no pescoço.

"Já temos imagens de câmeras de segurança e sabemos que foram dois executores. Fizemos perícia no local e estamos ouvindo os familiares da vítima", conta o chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), o delegado Antônio Ricardo Nunes.

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As imagens que a polícia teve acesso mostram os dois criminosos se aproximando do carro de Romário , quando ele retorna ao seu veículo. Os disparos contra ele são feitos por um dos homens. Nenhum tiro acertou a lataria do automóvel.

Na manhã desta quarta, familiares de Romário estiveram na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) para pegar um documento para a liberação do corpo dele do Instituto Médico Legal (IML) do Barreto, em Niterói. Ainda não há informações sobre o local do velório e o enterro.

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Com o assassinato de Romário já são dois casos de execução de jornalistas no município, em menos de um mês. No último dia 25 de maio, o jornalista dono do Jornal O Maricá, Robson Giorno, 45, foi assassinado perto de casa. Ele e Romário eram conhecidos por noticiar acontecimentos políticos no município.