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Teste continha perguntas sobre a reforma da Previdência e pedia que funcionário avaliasse uma ação de Bolsonaro; apenas cinco fizeram a prova

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Questões pediam opinião sobre o governo Bolsonaro

Funcionários terceirizados boicotaram uma prova de contratação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) após as questões pedirem opiniões sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). As informações são da Folha de S.Paulo.

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A prova causou revolta por conta do conteúdo político e ideológico das questões e foi enviada a 50 funcionários que atuavam junto ao DNIT, na Coordenação de Operações Rodoviárias e na Procuradoria Federal especializada. De acordo com eles, o questionário tinha como objetivo selecionar os terceirizados que poderiam continuar trabalhando no órgão. 

O teste já foi aplicado. No entanto, dos 50 que foram selecionados, apenas 5 participaram da prova. Os que compareceram ao processo foram recontratados. Os 45 funcionários que aderiram ao boicote, porém, foram desligados do DNIT. 

Em uma das perguntas das quais a Folha teve acesso, o funcionário teria que avaliar a intenção de Bolsonaro em retirar equipamentos de fiscalização eletrônica de trânsito das rodovias. Outra questão pede opinião sobre as propostas de reforma da Previdência e reforma Trabalhista, principais bandeiras do atual governo. Além disso, um outro ponto da prova perguntava qual a posição do funcionário sobre as questões políticas e econômicas dos países da América do Sul. 

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Questionário tinha pergunta sobre reforma da Previdência

Em entrevista ao jornal, um dos terceirizados questionou o fato da prova ter poucas perguntas de cunho jurídico, função pela qual o setor é responsável. Ele também afirmou que isso prova que há uma perseguição para saber se os funcionários tem a mesma opinião do governo. 

A assessoria do DNIT informou, em nota, que o órgão não participou da elaboração da prova e que as questões foram produzidas pelo Consórcio Processamento e Tecnologia (CPT), responsável pela recontratação. 

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O CTP, por sua vez, afirmou que "o objetivo principal do questionário nunca foi foi político, e sim buscar um profissional isento e focado em colaborar com o sistema que analisará todos os processos analisados pelo DNIT".