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Todos os acusados já estão presos; além dos quatro homens, um processo separado trata do caso de um adolescente, suspeito de ser mentor do ataque

Fachada da escola Raul Brasil, em Suzano
Divulgação/Governo de São Paulo
Em Suzano, escola Raul Brasil, onde cinco alunos e duas funcionárias foram assassinados

Quatro homens foram indiciados nesta terça-feira (4) pelo massacre na escola Raul Brasil, em Suzano, na grande São Paulo. Os homens, que já estão presos, são acusados de oito homicídios, onze tentativas de homicídio e comércio irregular de armas de fogo e munição.

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A Polícia Civil concluiu nesta terça o inquérito do caso. Um procedimento a parte que trata do envolvimento de um jovem de 17 anos, já internado na Fundação Casa , que é suspeito de ser o mentor intelectual do ataque. Os acusados são suspeitos de colaborar com os autores do massacre, os dois jovens que entraram na escola Raul Brasil no dia 13 de março e também morreram no ataque.

Cristiano Cardias de Souza e Adeilton Pereira dos Santos foram presos por supostamente terem participado das negociações do armamento usado no massacre . Márcio Germano Masson e Geraldo Oliveira dos Santos seriam responsáveis por, respectivamente, vender munição e o revólver calibre 38 aos adolescentes.

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O ataque à escola em Suzano , ocorrido na manhã do dia 13 de março deste ano, foi feito por dois ex-alunos da escola – Guilherme Taucci, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos – encapuzados e armados. Antes de invadir a escola, eles mataram um comerciante, que era tio do adolescente. Na escola Raul Brasil , cinco alunos e duas professoras morreram, além dos dois atiradores. O ataque deixou 11 feridos.