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Segundo Alana Passos, apesar de ato apoiar reformas do atual governo e gritar palavras como "mito", em referência ao presidente, manifestação não é partidária

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Reprodução/Twitter
Manifestantes pró-Bolsonaro se reúnem no Rio de Janeiro


A orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, recebe centenas de manifestantes vestidos de verde e amarelo neste domingo (26). Entre gritos de "mito", em refência ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), "buzinaços" e cartazes a favor das reformas do governo e contra o "centrão" e o STF, a deputada Alana Passos (PSL) afirma, no entanto, que o ato não é de um determinado partido.

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Segundo ela, as manifestações são necessárias porque as pessoas "estão em guerra". "Eu, como militar que sou, costumo dizer que estamos em guerra. Em 2018 vencemos nossa primeira batalha que foi a eleição. Precisamos continuar lutando pelo Brasil", disse.

"A política mudou. A moeda de troca, a barganha acabou. O povo está sedento por essa mudança. Elegemos nosso presidente de forma democrática com o povo na rua. Estamos aqui para mostrar que o povo tem voz", explicou. "As nossas pautas são a reforma da Previdência , o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro e a MP 870 ", afirmou a parlamentar, que engrossou o coro de críticas contra políticos do chamado "centrão".

Passos é uma das responsáveis por um dos carros de som, que tocam músicas de campanha de Bolsonaro e também canções como "Que País é Esse?", da banda Legião Urbana., e foram contratados por movimentos de apoio do presidente, além de parlamentares do PSL.

Mesmo assim, a deputada reforça: "a manifestação não é partidária", acrescentando que os aluguel de seu carro presente no ato foi pago com "doações" e de forma "independente", sem detalhar valores.

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De acordo com organizadores, o ato pró-Bolsonaro tem como objetivo mostrar apoio à aprovação de projetos do governo, como a reforma da Previdência, a MP 870 — reorganização da estrutura dos ministérios — e o pacote do ministro da Justiça, Sergio Moro. Participantes do ato também apoiam a instalação no Senado da CPI dos Tribunais Superiores, também conhecida como " CPI da Lava Toga ", com o propósito de investigar, entre outros temas, a atuação de ministros do STF.

A empresa Guindastão Carvalho, sediada em Duque de Caxias,  na Baixada Fluminense, içou uma b andeira do Brasil na concentração do ato, em um guindaste que chegava a mais de 50m de altura. Só a "lança" do guindaste, usada como mastro, tinha 45m.

Em sua base, participantes amarraram uma faixa com os dizeres "Mito", em referência a Bolsonaro. De acordo com Stifannie Junia, representante da empresa, o guindaste foi disponibilizado sem custos. "Somos muito ligados no que acontece no país. Não à toa, a roupa dos nossos funcionários é verde e amarela. Viemos apenas apoiar o ato, como empresa e como cidadãos", afirmou.

Davy Albuquerque, de 19 anos, coordenador do Movimento Brasil Conservador, afirmou que a última derrota do governo no Congresso, que retirou o Coaf do Ministério da Justiça ao votar a MP 870 nesta semana, apenas reforçou o ato deste domingo. "Isso fortaleceu mais ainda o ato. As pessoas que vieram aqui são totalmente contrárias ao centrão e à retirada do Coaf do ministro Sergio Moro. Está claro que o centrão não representa nada da população", declarou.

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O aposentado Luiz Antônio Martins, de 68 anos, defendeu a CPI da Lava-toga e privatizações de estatais. "Estou em Copacabana por um grande Brasil, inclusive para os esquerdopatas que se beneficiarão de um Brasil com ordem, dignidade e progresso. Sou a favor da privatização de tudo para acabar com roubalheira e cabides de empregos e mordomias. Deus salve o Brasil!", disse.