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Ação de militares levou a morte do músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador Luciano Macedo no dia 7 de abril, em Guadalupe, no Rio de Janeiro

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Fábio Teixeira / Parceiro / Agencia O Globo
Carro onde estava o músico Evaldo dos Santos Rosa e sua família foi atingido por 80 tiros disparados por militares do Exército


A 1ª Procuradoria de Justiça Militar ofereceu denúncia contra 12 militares envolvidos na ação de uma família baleada que resultou na morte de duas pessoas e deixou uma ferida, no dia 7 de abril, no bairro de Guadalupe, próximo à Vila Militar, na capital fluminense. O carro em que as vítimas estavam foi atingido por disparos. Na ocasião, morreu o músico Evaldo Rosa dos Santos e foi baleado o catador Luciano Macedo, atingido ao tentar ajudar a família. Macedo acabou morrendo dias depois. Os militares acreditavam que se tratava de um carro semelhante conduzido por criminosos.

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“Os militares, um 2º tenente, um 3º sargento, dois cabos e oito soldados, foram denunciados pela prática dos crimes de duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio, previsto no art. 205, § ; 2º, III, do Código Penal Militar e omissão de socorro, descrito no art. 135, do Código Penal Comum”, informou a procuradoria, em nota divulgada nesta sexta-feira(10). A família baleada ainda não sabe se receberá alguma indenização.

Segundo o órgão, “a tropa estava em trânsito, quando foi avisada do roubo que acontecia logo à frente”. “Ao chegarem ao local do fato e encontrarem os criminosos, os militares efetuaram disparos de fuzil e pistola. Os autores do roubo empreenderam fuga em dois veículos, um Honda City roubado e um Ford Ka branco que utilizavam para o crime ”.

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Ainda de acordo com a procuradoria, “os militares, que perseguiam os autores do roubo, chegaram em seguida e se depararam com um veículo com características semelhantes ao usado na fuga, um Ford Ka branco parado. Supondo tratar-se dos autores do roubo do Honda City, o tenente e, na sequência, os demais denunciados deflagraram disparos de fuzil e de pistola contra o veículo e contra Luciano Macedo, que ainda correu em direção ao Minhocão, mais foi alvejado no braço direito e nas costas”.

No texto divulgado nesta sexta-feira, a procuradoria afirma que, “após o reconhecimento do local e constatados os feridos, os militares não prestaram socorro imediato às vítimas”.

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A procuradoria informa ainda que, “segundo levantamento realizado pela Polícia Judiciária Militar, naquela tarde de 7 de abril de 2019, considerando o primeiro e o segundo fatos sobre a família baleada , os denunciados dispararam 257 tiros de fuzil e de pistola. Já com as vítimas não foram encontradas armas ou outros objetos de crime”.