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Emenda "acrescentou" São Sebastião no texto da lei, de autoria do deputado André Ceciliano, fazendo com o que o Rio passasse a ter dois padroeiros

Governador Wilson Wtizel
Antonio Cruz/Agência Brasil
Governador Wilson Witzel sancionou a lei, que entra em vigor a partir desta quarta-feira

São Jorge e São Sebastião já são oficialmente os padroeiros do Estado do Rio de Janeiro. A lei nesse sentido aprovada pela Assembleia Legislativa às vésperas do feriado em homenagem ao Santo Guerreiro foi sancionada pelo governador Wilson Witzel e, segundo publicação no Diário Oficial, desta quarta-feira, entra em vigor nesta data. O texto diz ainda que caberá ao governo prestar, anualmente, as honras aos padroeiros dos fluminenses.

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A lei, de autoria do deputado André Ceciliano (PT), inicialmente, proclamava apenas São Jorge como protetor dos fluminenses. Mas, uma emenda do deputado Luiz Paulo (PSDB) incluiu São Sebastião, mostrando que toda força é bem-vinda, num estado com tantos problemas como o Rio de Janeiro, que passa a ter não um, mas dois padroeiros.

"Em relação à importância, falando mais especificamente de São Jorge , é um santo muito respeitado por todos, não apenas por católicos. E tem devotos no mundo todo, sendo padroeiro de países e cidades europeias, como Londres, Inglaterra e Portugal. Acredito, também, que o próprio turismo religioso possa ser incrementado com essa medida", disse Ceciliano, após a aprovação do projeto de lei.

Um dos santos mais populares da Igreja Católica, São Jorge — festejado em 23 de abril, data que já é feriado estadual — é reverenciado pelos devotos por favorecer fiéis de diferentes crenças. No Candomblé e na Umbanda, é associado a Ogum. Também é padroeiro da Inglaterra, de Portugal, da Catalunha, dos soldados e escoteiros.

São Sebastião , padroeiro do município do Rio, é outro santo muito popular, festejado em 20 de janeiro — feriado apenas municipal — , e reverenciado como Oxóssi na Umbanda e o Candomblé. Ele agora “acumula” a proteção da capital com a do estado.

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O feriado de São Jorge virou estadual em 2008, quando o governador Sérgio Cabral sancionou a lei que o institui. O projeto de lei era de autoria do então deputado estadual, Jorge Babu (PT, que quando vereador, em 2001, foi também autor da lei que tornou o dia do Santo Guerreiro feriado municipal.

Segundo os autores da lei atual, o estado do Rio de janeiro não tinha padroeiro.