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Políticos e detentos não podem mais comprar alimentos e bebidas; segundo Seap, as empresas que exploram os espaços no local estão inadimplentes

Sérgio Cabral
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Sérgio Cabral é um dos presos da Lava Jato afetados pela situação

Acostumados com pratos da alta gastronomia de restaurantes cinco estrelas pelo mundo, presos da Operação Lava Jato sofrem desde ontem com a interdição, por tempo indeterminado, de todas as cantinas do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste. A informação é da coluna Informe do Dia .

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Os políticos, entre eles o ex-governador Sérgio Cabral (MDB), não podem mais comprar refrigerantes, biscoitos, chocolates e até água. No caso de Cabral, condenado pela Lava Jato a quase 200 anos de prisão, a família só conseguirá entregar alimentos e bebidas nos dias de visita: às quartas e sábados. “Neste calor, não tem como ficar sem água”, diz um parente.

Empresas estão inadimplentes, diz Seap

Em nota, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que “a ordem para o fechamento das cantinas ocorreu por conta da inadimplência dos acordos contratuais dos permissionários com a secretaria. Enquanto as pendências não forem regularizadas, os locais permanecerão sem funcionar”.

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A pasta não deu detalhes de quantas empresas exploram o complexo de 25 unidades prisionais e nem os valores atrasados. Cabral está em Bangu 8. Políticos da Furna da Onça, desdobramento da Lava jato , também.